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Samu de Maceió promove reflexão sobre saúde mental de profissionais, em evento do Janeiro Branco

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Repórter: Arnaldo Santtos / Ascom Samu
Repórter Fotográfico: Arnaldo Santtos / Ascom Samu

Evento foi realizado no auditório do Núcleo de Educação Permanente

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Maceió promoveu nesta quarta-feira (28), mês que marca a campanha Janeiro Branco, uma palestra destinada aos profissionais da instituição sobre saúde mental no ambiente de trabalho. O evento, realizado no auditório do Núcleo de Educação Permanente (Nep), contou com a participação da psicóloga Luiza Clara Reis e da instrutora de yoga Bianca Oliveira, reunindo vários colaboradores, entre condutores socorristas, técnicos de enfermagem, médicos e também pessoal da área administrativa.

A campanha Janeiro Branco, instituída nacionalmente pela Lei Federal 14.556/2023, tem como tema este ano “Paz – Equilíbrio – Saúde Mental”, reforçando a necessidade de desacelerar o ritmo da vida contemporânea. A campanha simboliza o mês como uma “folha em branco”, convidando à reconstrução de hábitos que priorizem o bem-estar emocional.

Representando o coordenador geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, o assessor Frankly Bruno Santos destacou a relevância do debate para os servidores. “Atuamos num ambiente naturalmente estressante. A urgência exige que cuidemos da mente com a mesma atenção que dedicamos ao corpo”, disse.

Com uma analogia, ele questionou a plateia: “todos temos dois leões internos: um do bem, outro do mal. No dia a dia, especialmente no trabalho, qual deles alimentamos mais?”. Para Frankly, a resposta está na prática cotidiana da empatia e no abandono do julgamento prévio — pilares para um ambiente saudável. “Quando o ‘nós’ prevalece sobre o ‘eu’, construímos não só equipes mais fortes, mas também profissionais mais resilientes”, concluiu.

Luiza Clara Reis, formada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e pós-graduada em Clínica Psicanalítica Lacaniana pelo Instituto ESPE, destacou na palestra que os riscos psíquicos enfrentados por quem atua na linha de frente das urgências e emergências existe, e que o profissional precisa sustentar as exigências do trabalho, que são estressantes, mas que é preciso saber lidar com o impacto emocional sem adoecer no processo de cuidar do outro, e que isso é possível, comentou.

A psicóloga, que atua na atenção básica do SUS com foco na articulação entre subjetividade e sofrimento psíquico, destacou que o adoecimento não decorre da falta de preparo técnico, mas do excesso de exigência sistêmica. “O que adoece é a sobrecarga e o ritmo intenso, a falta de pausa emocional entre uma ocorrência e outra, a cultura do ‘tem que aguentar’, a dificuldade de falar sobre o que pesa”, explicou. “Muitos chegam à sensação de estar sempre no limite, e isso não é resiliência – é exaustão disfarçada de força”.

Segundo Luiza, profissionais da urgência apresentam risco elevado de desenvolver síndrome de Burnout, ansiedade, depressão, uso abusivo de álcool ou medicamentos e afastamentos por adoecimento psíquico. “O adoecimento individual pode se transformar em impacto coletivo, ou seja, quando a equipe está fragilizada, a qualidade do atendimento e a segurança do paciente são comprometidas”, alertou.

A especialista listou sintomas que devem acionar o sinal de alerta: irritabilidade constante, cansaço extremo não aliviado pelo descanso, falta de motivação para atividades antes prazerosas, distanciamento emocional de colegas e familiares e dificuldade persistente para dormir. “Perceber esses sinais e buscar ajuda de um psicólogo não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade profissional e autocuidado”, reforçou.

Complementando as ações do evento, Bianca Oliveira, instrutora de yoga desde 2020 , conduziu uma vivência prática de respiração consciente e alongamentos suaves. “A yoga não é um escape da realidade, mas uma ferramenta para retornar ao corpo quando a mente está sobrecarregada. A pausa de três a cinco minutos entre uma ocorrência e outra pode ser o divisor entre o equilíbrio e o colapso”, destacou.

Viver melhor

Jocelma Oliveira Ferro, auxiliar de enfermagem, destacou que, no serviço de assistência à saúde, o profissional precisa estar bem psicologicamente, ter um olhar humano para o outro, não envolver problemas pessoais com profissionais, e sempre se colocar no lugar do outro. “Isso é um desafio diário, por isso foi importante assistir a palestra sobre o Janeiro Branco. Porque apresentou algumas dicas de como as pessoas podem se livrar dos estresses diários e viver melhor”, disse ela.

O evento foi promovido pelos setores de Saúde Ocupacional, Psicologia e Assistência Social, com apoio da Coordenação de Gestão de Pessoas, e da Coordenação Geral.

Ao final do evento, foi destacado o acesso ao serviço de apoio psicológico oferecido pelo Samu aos seus colaboradores, através do Setores de Psicologia e também de Assistência Social, com o intuito de transformar a saúde mental em propriedade coletiva, ou seja, por quem salva vidas todos os dias.

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