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Sesau promove ações de conscientização e capacitação sobre a Doença de Chagas em Alagoas

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Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Fotos: Divulgação

A ação ocorreu no Hospital Universitário, situado no Campus Maceió da Ufal

Em alusão ao Dia Mundial da Doença de Chagas, que ocorreu na terça-feira (14), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promoveu uma ação de conscientização em parceria com o Hospital Universitário (HU) e o Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL). O evento, realizado no Campus Maceió da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no bairro Cidade Universitária, destacou a importância da informação, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença em Alagoas.

A ação contou com a distribuição de panfletos informativos, levando à população orientações sobre formas de transmissão, sinais, sintomas e medidas de prevenção da doença de Chagas. Durante a atividade, também foram apresentadas amostras de diferentes espécies de barbeiros, que é o inseto vetor da doença, que circulam no estado, além de orientações sobre como proceder ao encontrá-lo.

Realizada desde o ano passado, a iniciativa tem se destacado pela forte interação com a comunidade. De acordo com a técnica de Zoonoses da Sesau, Monique Calheiros, ainda é comum a percepção equivocada de que a doença de Chagas não existe mais ou pertence ao passado, o que expõe a necessidade de ações educativas contínuas.

Durante o evento foi distribuído material educativo, orientando sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença de Chagas

“As capacitações têm como principal objetivo orientar os profissionais de saúde sobre a condução adequada de casos suspeitos ou confirmados, tanto na fase aguda da doença quanto na fase crônica. A capacitação é voltada para médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, reforçando o papel desses profissionais na identificação precoce, manejo, notificação e encaminhamento dos pacientes”, disse Monique Calheiros.

Durante a mobilização, também foi possível identificar pessoas com histórico epidemiológico compatível com a doença, como moradores ou ex-moradores de casas de taipa, indivíduos que relataram a presença do barbeiro em suas residências e aqueles com familiares que tiveram a doença e evoluíram a óbito. Muitos desses cidadãos nunca haviam realizado exames, sendo orientados sobre a importância da testagem e já saindo com encaminhamento para realização deles.

“Além das ações de conscientização, ao longo de todo o mês de abril estão sendo realizadas capacitações voltadas à atenção primária, hospitais e municípios, com o objetivo de fortalecer o conhecimento dos profissionais de saúde e qualificar a assistência relacionada à doença. Durante os encontros, estão sendo abordados aspectos essenciais do diagnóstico, a solicitação de exames conforme a fase da doença, a depender da avaliação médica, o tratamento com Benznidazol, o encaminhamento dos pacientes para unidades de referência e a importância da notificação dos casos”, explicou a técnica de Zoonoses.

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