Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Um jovem, cheio de planos e com toda uma vida pela frente, deu entrada no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, em meio a uma crise grave de asma, uma condição que, quando agravada, pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco. O primeiro atendimento foi imediato, ainda na recepção, onde a equipe iniciou prontamente as medidas de estabilização, mas em poucos minutos, tornou-se evidente que o quadro evoluía de forma acelerada e preocupante.
Diante da gravidade, o paciente foi encaminhado à ala vermelha. Na avaliação clínica, os sinais eram alarmantes: esforço respiratório intenso, alterações importantes na ausculta pulmonar e indícios claros de baixa oxigenação. A cianose, caracterizada pelos lábios arroxeados e extremidades frias, evidenciava a urgência extrema da situação. Cada segundo era decisivo.
Com preparo técnico e agilidade, a equipe iniciou manobras avançadas na tentativa de reverter o quadro. Ainda assim, o paciente permanecia agitado, lutando contra a própria respiração. Foi então que, com sensibilidade e responsabilidade, os profissionais explicaram a necessidade de um procedimento mais invasivo: a intubação orotraqueal, essencial para garantir a oxigenação adequada, preservar funções vitais e evitar possíveis danos neurológicos.
“O paciente já apresentava sinais claros de falência respiratória iminente. Nesses casos, a intubação não é apenas uma opção, é uma medida de suporte à vida. Cada decisão precisa ser rápida, mas também cuidadosa e humanizada”, destacou a médica do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, Maria Adrielle Teodozio.
Diante do medo, o paciente inicialmente recusou o procedimento. E foi nesse momento que a humanização fez toda a diferença. A equipe acionou sua esposa, que foi acolhida e orientada sobre a gravidade do quadro. Juntos, entraram na ala vermelha. Em um momento marcado por amor, confiança e coragem, ela conversou com ele e, com serenidade, ele compreendeu a necessidade e consentiu com o procedimento.
A intubação foi realizada com sucesso, sem intercorrências. No mesmo dia, devido à gravidade do caso, o paciente foi regulado em vaga zero e transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde permaneceu por 19 dias na UTI, em um delicado e intenso processo de recuperação.
Durante todo esse período, a equipe que realizou o primeiro atendimento acompanhou, com expectativa e esperança, a evolução do quadro. Não era apenas um caso clínico era uma história de vida, uma família, um pai que havia saído para passear e tinha um filho pequeno esperando por seu retorno.
E ele voltou
“Eu só consigo agradecer. Eu estava com medo, não entendia o que estava acontecendo, mas hoje vejo que aquela decisão salvou minha vida. Cada profissional que esteve ali fez a diferença. Eu tenho uma nova chance, e isso não tem preço”, relatou emocionado o paciente Erick Omena.
Hoje, sua recuperação é motivo de celebração e orgulho. Sua história traduz, de forma genuína, o que significa um atendimento ágil, técnico e profundamente humano. Um exemplo de que, quando há preparo, empatia e compromisso com a vida, o desfecho pode ser transformado. Porque salvar vidas vai além da medicina, é também sobre acolher, orientar, agir com precisão e, acima de tudo, nunca desistir.


