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Grupo de Trabalho de Controle do Tabagismo discute aumento do percentual de estudantes usando cigarro eletrônico

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Repórter: Ruana Padilha / Ascom Sesau
Repórter Fotográfico: Olival Santos / Ascom Sesau

Reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial de Controle do Tabagismo em Alagoas ocorreu na sede da Sesau, em Maceió

O número de adolescentes fumantes de cigarros eletrônicos aumentou nas escolas de Alagoas. Diante disso, o Grupo de Trabalho Intersetorial de Controle do Tabagismo em Alagoas, vinculado a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), se reuniu, na quarta-feira (15), para debater estratégias intersetoriais que possam frear o avanço desse mal hábito e intensificar as ações de prevenção no Estado.

A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a taxa de alunos fumantes do conhecido vape, na faixa de 13 a 17 anos, saiu de 10,7% em 2019 para 24,7% em 2024. A coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, Eunice Canuto, enfatizou que o Estado obteve um aumento de 14 pontos percentuais, representando um crescimento de 131% no uso do dispositivo por jovens.

Durante a reunião, os integrantes do Grupo de Trabalho Intersetorial de Controle do Tabagismo em Alagoas foram 
debatidas estratégias intersetoriais que possam frear o avanço do uso do cigarro eletrônico

“A pesquisa nos mostra um redirecionamento, uma nova conjuntura que estamos vivendo no país, onde há uma redução do uso do cigarro convencional, mas, em paralelo, um aumento significativo, principalmente entre os jovens, do uso de dispositivos eletrônicos para fumar. Com isso, precisamos de um grande esforço na elaboração de novas estratégias para conscientizar a população sobre os riscos do uso do tabaco e prevenir a iniciação precoce dos adolescentes”, explicou à coordenadora.

Eunice Canuto pontua também a necessidade de desmistificar o uso dos dispositivos eletrônicos para fumar, principalmente, entre crianças, adolescentes e jovens adultos. “Precisamos conscientizar a população que esses dispositivos não são inofensivos, que são sim prejudiciais à saúde tanto quanto o cigarro convencional. Os efeitos colaterais se desenvolvem ainda mais rápido. As pessoas precisam entender que eles possuem nicotina, apesar do aroma que apresentam, e que a fabricação, distribuição e comercialização são proibidas”, ressaltou.

Eunice Canuto pontua também a necessidade de desmistificar o uso dos dispositivos eletrônicos para fumar, principalmente, entre crianças, adolescentes e jovens adultos

Participam do Grupo Intersetorial de Controle do Tabagismo em Alagoas representantes do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, do Ministério Público de Alagoas, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas, Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, Vigilância Sanitária Estadual, Secretaria de Estado da Educação de Alagoas e Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca.  

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