Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr Ib Gatto Falcão

No dia 17 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial da Hemofilia, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, chama a atenção para a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado no cuidado com a doença. A hemofilia é um distúrbio genético e hereditário que compromete a capacidade de coagulação do sangue.
Pessoas com a condição apresentam deficiência ou ausência de fatores de coagulação, principalmente os fatores VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B). Essa deficiência pode provocar sangramentos prolongados, tanto internos quanto externos, mesmo após pequenos traumas ou, em casos mais graves, de forma espontânea.
Os principais sintomas incluem sangramentos frequentes, formação de hematomas com facilidade, episódios de sangramento nas articulações (especialmente joelhos, tornozelos e cotovelos), dor e inchaço nessas regiões. Também ocorrem sangramentos prolongados após procedimentos odontológicos ou cirúrgicos. Em quadros mais severos, podem ocorrer hemorragias internas, que exigem atendimento imediato.
O diagnóstico da hemofilia é realizado por meio de avaliação clínica associada a exames laboratoriais específicos. Entre os principais estão o coagulograma, o Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa) e a dosagem dos fatores de coagulação, fundamentais para identificar o tipo e a gravidade da doença.
De acordo com o médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, Elion Lisboa, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e garantir qualidade de vida ao paciente. “Quanto mais cedo a hemofilia é identificada, maiores são as chances de iniciar o tratamento adequado e prevenir danos articulares e outras complicações. A informação é uma aliada fundamental nesse processo”, destaca.
A biomédica da unidade Hyngrid Assíria, salienta a importância dos exames laboratoriais na confirmação do diagnóstico. “Os testes de coagulação são fundamentais para identificar alterações no sangue e direcionar a investigação. A dosagem dos fatores de coagulação permite não apenas confirmar a hemofilia, mas também classificar sua gravidade, o que é essencial para definir a melhor conduta clínica”, explica.
O tratamento da hemofilia é realizado, principalmente, por meio da reposição do fator de coagulação deficiente, podendo ocorrer de forma preventiva (profilática) ou sob demanda, em casos de sangramento. Em algumas situações, também podem ser utilizados medicamentos auxiliares para controlar hemorragias. O acompanhamento com equipe multiprofissional é indispensável para o controle da doença, prevenção de complicações e orientação sobre cuidados no dia a dia.


