Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais. A iniciativa busca alertar a população sobre doenças que, na maioria das vezes, evoluem de forma silenciosa e podem causar sérios danos ao fígado quando não diagnosticadas e tratadas precocemente, conforme alerta a médica Amanda Godinho, que atua no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo.
As hepatites virais, segundo a médica, são infecções que provocam inflamação no fígado e podem ser causadas pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E. No Brasil, acrescenta a especialista, os tipos B e C são considerados os de maior preocupação em saúde pública, por apresentarem maior risco de evolução para cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Amanda Godinho diz que muitas pessoas convivem com a doença sem apresentar sintomas. “As hepatites virais são conhecidas como doenças silenciosas. Em muitos casos, o paciente pode permanecer anos sem perceber que está infectado, descobrindo a doença apenas quando já existem complicações no fígado. Por isso, a realização de testes, especialmente entre pessoas com fatores de risco, é fundamental para o diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado”, explica.
Entre os sintomas, segundo a médica, está o surgimento de cansaço excessivo, febre, mal-estar, dores no corpo, náuseas, vômitos, perda do apetite, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras. No entanto, ressalta ela, a ausência desses sinais não significa que a pessoa esteja livre da doença.

“A prevenção varia de acordo com o tipo de hepatite. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra as hepatites A e B, sendo ofertada gratuitamente pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. Outras medidas importantes incluem o uso de preservativos durante as relações sexuais, não compartilhar objetos perfurocortantes, como agulhas, seringas, lâminas de barbear e alicates de unha, além de garantir que materiais utilizados em procedimentos estéticos, odontológicos e de saúde estejam devidamente esterilizados”, pontua.
A médica destaca, ainda, que os avanços da medicina transformaram o tratamento das hepatites virais. “Hoje contamos com medicamentos altamente eficazes, especialmente para a hepatite C, que pode ser curada na maioria dos casos quando o tratamento é realizado corretamente. Já a hepatite B possui terapias capazes de controlar a infecção, reduzir a multiplicação do vírus e prevenir complicações. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de sucesso no tratamento e de preservação da saúde do fígado”, ressalta Amanda Gondinho.
Além do tratamento medicamentoso, hábitos saudáveis também fazem parte do cuidado com o fígado, salienta a médica do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão. “Manter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas e realizar acompanhamento médico quando necessário contribuem para a prevenção e o controle das doenças hepáticas”, recomenda.


