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Atendimento de emergência no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, funcionando 24 horas por dia

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Hospital Dr. Ib Gatto Falcão está situado no município de Rio Largo

Da chegada do paciente ao diagnóstico e à definição da conduta, o atendimento depende da atuação integrada de profissionais que trabalham continuamente para garantir assistência, segurança e acolhimento. Antes mesmo de o médico avaliar um paciente, alguém já organizou sua chegada. Antes que um exame contribua para a definição da conduta, profissionais do laboratório ou da radiologia já iniciaram seu trabalho. 

Enquanto enfermeiros e técnicos acompanham os pacientes, outras equipes garantem medicamentos, limpeza, alimentação, manutenção, estrutura e funcionamento dos equipamentos. Em um hospital de urgência e emergência, o cuidado não acontece em um único lugar nem depende de uma única profissão. Ele é resultado de uma engrenagem formada por diferentes áreas, que trabalham de maneira integrada para manter a assistência funcionando 24 horas por dia. 

É assim no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo. Como unidade de porta aberta para atendimentos de urgência e emergência, o hospital mantém uma rotina dinâmica, na qual diferentes setores precisam estar permanentemente conectados. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais do diagnóstico, farmácia, fisioterapia, serviço social, psicologia, recepção, higienização, manutenção, administração e demais equipes cumprem funções distintas, mas têm um objetivo em comum: garantir que o paciente seja acolhido e receba o cuidado necessário. O movimento da emergência é apenas a parte mais visível de uma estrutura que começa muito antes da consulta e continua depois dela.

A emergência começa antes da consulta

Logo na chegada, o paciente passa por uma sequência de etapas que envolve diferentes profissionais. A recepção organiza o primeiro contato com a unidade e, na classificação de risco, a equipe de enfermagem avalia as condições clínicas e identifica a prioridade de atendimento.

A partir desse momento, começa uma atuação integrada. Dependendo do quadro, o paciente pode precisar de avaliação médica, administração de medicamentos, exames laboratoriais ou de imagem, acompanhamento da enfermagem, fisioterapia ou outros cuidados especializados.É nesse momento que os bastidores ganham importância. 

Um exame solicitado precisa ser realizado, analisado e disponibilizado para contribuir com a tomada de decisão. O medicamento precisa estar disponível e ser corretamente administrado. Os ambientes precisam estar preparados. Equipamentos devem funcionar. Informações precisam circular entre as equipes.Cada etapa depende da outra e interfere diretamente na continuidade do cuidado. 

“Em um hospital, nenhum setor trabalha sozinho. O atendimento que chega ao paciente é resultado de um esforço coletivo, que envolve profissionais da assistência e também aqueles que atuam diariamente nos bastidores. Cada função tem sua importância e contribui para que o hospital esteja preparado para atender a população 24 horas por dia”, destaca o diretor-geral do Hospital Ib Gatto Falcão, Dr. Graciliano Ramos.

Enfermagem: cuidado presente em cada etapa

Entre os profissionais que vivem essa rotina está a equipe de enfermagem. Enfermeiros e técnicos acompanham o paciente desde a entrada na unidade, administram medicamentos, realizam procedimentos, monitoram sinais clínicos, observam alterações e repassam informações importantes para a equipe responsável pela assistência. Na sala de medicação, esse trabalho exige atenção permanente. É nesse espaço que prescrições são conferidas e medicamentos são preparados e administrados conforme a necessidade de cada paciente.

A técnica de enfermagem Michele Victor, que atua no setor, conhece de perto uma rotina marcada pela agilidade e pela responsabilidade. “Na sala de medicação, precisamos estar sempre atentos a cada detalhe. Trabalhamos com diferentes pacientes, cada um com uma necessidade, e nosso papel é garantir que a medicação seja administrada de forma segura, seguindo corretamente a prescrição e observando a resposta do paciente. É um trabalho que exige concentração, responsabilidade e, principalmente, cuidado”, destaca Michele Victor.

Para além do procedimento técnico, a equipe também participa diretamente do acolhimento. Orientar, tranquilizar e acompanhar o paciente fazem parte de uma assistência que une conhecimento profissional e atenção humana.

Diagnóstico que ajuda a definir o caminho

Nos setores de diagnóstico, o trabalho também acontece de forma contínua. No Laboratório de Análises Clínicas, profissionais atuam na coleta, processamento e análise de exames que ajudam a equipe assistencial a compreender o quadro clínico do paciente.

A supervisora do laboratório, Hyngrid Assíria, acompanha uma rotina que exige organização, precisão e agilidade. Cada amostra segue etapas específicas até que o resultado esteja disponível para avaliação da equipe. “O laboratório tem uma participação importante dentro da assistência porque o resultado de um exame pode contribuir diretamente para a tomada de decisão. Por isso, nossa rotina exige muita atenção, desde a coleta e identificação correta da amostra até o processamento e a liberação do resultado. É um trabalho que acontece nos bastidores, mas que está diretamente ligado ao cuidado do paciente”, explica Hyngrid Assíria.

A unidade também vem ampliando sua capacidade diagnóstica com a utilização de equipamentos que contribuem para tornar os processos mais ágeis e ampliar a quantidade de exames realizados. Na Radiologia, a dinâmica é semelhante. Os exames de imagem auxiliam na investigação de diferentes condições e integram o processo de avaliação dos pacientes. O serviço também conta com suporte de telemedicina para discussão e análise dos exames, ampliando o apoio especializado às equipes da unidade.

Há quem cuide sem aparecer

Nem todos os profissionais que fazem o hospital funcionar estão dentro da emergência. Enquanto pacientes são atendidos, equipes de higienização trabalham para manter os ambientes adequados e seguros. Profissionais de manutenção atuam na conservação da estrutura e no funcionamento de equipamentos e instalações. A farmácia organiza medicamentos e insumos necessários à assistência. A equipe administrativa dá suporte aos processos que permitem o funcionamento da unidade.

Também fazem parte dessa engrenagem profissionais do serviço social, psicologia, fisioterapia, recepção, transporte, almoxarifado, tecnologia, segurança e outras áreas que contribuem, direta ou indiretamente, para o atendimento.São atividades que muitas vezes passam despercebidas para quem chega ao hospital, mas que são indispensáveis para que a assistência não pare.É essa soma de funções que transforma o hospital em uma estrutura capaz de funcionar ininterruptamente.

Tecnologia e integração na rotina

Além da atuação dos profissionais, a assistência também depende de recursos tecnológicos e da comunicação entre os setores. No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, a telemedicina amplia o suporte às equipes em áreas como pediatria, cardiologia e ortopedia, permitindo discussão de casos e apoio especializado mesmo quando o profissional não está presencialmente na unidade.

Na prática, tecnologia e trabalho humano caminham juntos. O recurso tecnológico oferece suporte, mas são os profissionais que avaliam as informações, relacionam os resultados com o quadro clínico e conduzem as decisões dentro de suas respectivas atribuições. A mesma lógica está presente no laboratório e na radiologia, onde equipamentos e ferramentas tecnológicas contribuem para ampliar a capacidade diagnóstica e apoiar a assistência.

Cuidar de quem cuida também faz parte da assistência

Para a diretora administrativa do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, Dra. Cleane Lins, reconhecer quem trabalha nos bastidores é também reconhecer que a qualidade da assistência depende das pessoas que fazem o serviço acontecer. “Quando falamos em cuidado, precisamos lembrar de todos que fazem o hospital acontecer. Existe um trabalho que muitas vezes não aparece para o paciente, mas que é essencial para que a assistência aconteça. Valorizar essas pessoas é reconhecer que cada profissional tem um papel importante dentro dessa engrenagem. Cuidar de quem cuida também é fortalecer o serviço oferecido ao paciente”, afirma.

Essa compreensão está alinhada ao programa Cuidar de Quem Cuida, iniciativa voltada aos colaboradores da unidade e que busca fortalecer ações de atenção, acolhimento e valorização dos profissionais.A proposta parte de uma ideia simples: para que o paciente seja bem cuidado, também é necessário olhar para quem está diariamente na linha de frente e nos bastidores da assistência.

Um hospital feito por muitas mãos

Durante um plantão, diferentes histórias passam pelas portas do Hospital Ib Gatto Falcão. Há quem chegue com uma dor, uma queda, uma alteração clínica ou uma situação que exige atendimento imediato. Para cada paciente, uma nova sequência de cuidados é iniciada.

Mas, por trás de cada atendimento, existe uma rede.Existe quem recebe. Quem classifica. Quem examina. Quem coleta. Quem analisa. Quem administra o medicamento. Quem acompanha. Quem higieniza. Quem conserta. Quem organiza. Quem transporta. Quem registra. Quem orienta. Quem dá suporte.

Profissionais que nem sempre são vistos pelos usuários, mas que fazem parte de cada atendimento realizado. Por trás da emergência, existe um hospital inteiro trabalhando. E é justamente essa integração entre assistência, diagnóstico, apoio e gestão que permite ao Hospital Dr. Ib Gatto Falcão manter suas portas abertas 24 horas por dia, todos os dias, garantindo que a população encontre uma equipe preparada para acolher, avaliar e cuidar.Porque, em uma emergência, o atendimento pode começar com um profissional, mas nunca termina nele. O cuidado é coletivo.

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