Repórter: Viviane Chaves
Repórter Fotográfica: Viviane Chaves

O Dezembro Vermelho começou no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA) nesta quinta-feira (15), com uma grande campanha no ambulatório pela luta contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como a Aids, a sífilis e as hepatites B e C, com foco na atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas. Após a realização de uma palestra com especialistas, foram feitos 80 testes rápidos para detecção das quatro doenças.
A campanha contou com o envolvimento da direção administrativa, do NEP (Núcleo de Ensino e Pesquisa), setor de Infectologia e da enfermagem. “Caso positive algum paciente, ele será encaminhado ao Hospital Escola Helvio Auto ou, a depender do caso, encaminhamos para o setor de infectologia para os primeiros cuidados”, garantiu o diretor-geral do HMA, Ajax Caldas.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, o exemplo do HMA deve ser seguido por todas as unidades de saúde estaduais, orientando servidores e usuários sobre a prevenção das ISTs. “É nosso papel, enquanto técnicos e gestores, investimentos em ações de prevenção e o Dezembro Vermelho deve ser realizado como forma de incentivar a prevenção, diagnóstico e o tratamento da Aids, sífilis e das hepatites”, salientou o gestor da saúde estadual.
“Dia 1º de dezembro começamos uma mobilização pela luta contra a Aids em todo país, mas nesta ação inserimos outras ISTs, porque muita gente ainda desconhece os riscos e sintomas dessas doenças. Essa campanha contribui diretamente para diminuir o desconhecimento, prevenir e orientar sobre tratamento. Podem levar anos para apresentarem sintomas e muitos infectados transmitem a doença sem saber”, explicou a médica infectologista Glauciane Souza.
Um dos princípios do SUS é a universalidade, que diz que todo cidadão tem direito ao tratamento sem qualquer discriminação. “O portador de HIV ainda sofre muito preconceito após o diagnóstico e, muitas vezes, dentro de instituições de saúde. Esses comportamentos interferem na qualidade de vida das pessoas, por isso a importância do esclarecimento”, salientou a infectologista.

Lucidalva Jacinto, de Jequiá da Praia, ouviu atentamente as informações e orientações da médica infectologista. Ela aproveitou a oportunidade para conhecer mais sobre as doenças e tirar dúvidas. “Ótima oportunidade para que possamos saber mais sobre essas infecções, que têm cura e podem ser tratadas”, disse.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.
De maneira menos comum, as ISTs também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele com secreções corporais contaminadas. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.
O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento das IST e do HIV/Aids são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.O termo Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) passou a ser adotado em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.


