Repórter: Neide Brandão
Repórteres Fotográficos: Juliete Karlla e Beatriz Castro

“Ele necessita de um leito de UTI”. Aline Pinheiro escutou isso e se angustiou. A agricultora Craibense, de apenas 17 anos, é mãe do pequeno José Ricardo da Silva Santos, hoje com seis meses de vida e portador de uma síndrome rara, microcefalia e toxoplasmose. “Muita coisa para um príncipe só!.. Ele é tão forte que desde o nascimento vive dentro de ambientes hospitalares. Primeiro em Arapiraca, agora em Maceió, após uma parada cardiorrespiratória no hospital do interior. Eu, sempre junto! Não seria diferente”, emocionou-se a mãe.
O pequeno está há um mês internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). Como ele, Jeisyele Irsley, de 15 anos, também encontra-se em leito intensivo. Sua mãe, a professora Laudicleide Costa (42), contou um pouco das angústias vividas antes do internamento. “Ela já veio até o HGE, encaminhada pelo Pediatra dela, para colocar uma sonda. Mas nunca foi uma criança a viver doente. E confesso que, tive muito receio de trazê-la para este hospital! Mas Deus me permitiu conhecer a realidade daqui e ver que é o melhor local para assisti-la! A entrada de Jeisyele desta vez foi devido a uma infecção pulmonar, uma pneumonia que não foi diagnosticada direito e causou um derrame pleural”, explicou a professora.

Segundo ela, a filha se agravou muito em outros locais de internamento e precisava de um suporte específico para pacientes graves. “A busca por leitos para uma UTI se iniciava e quando surgiu aqui no HGE só festejei. Ela chegou ao hospital em falência respiratória, com a infecção se espalhando em todo o organismo e com anemia extensa. Eu só posso agradecer a Deus e a cada profissional que cuida da minha filha. Eles se dedicam para vê-la bem”.
Na sexta-feira (12), a unidade hospitalar organizou a festa comemorativa das mães. Aline e Laudicleide estavam presentes e, emocionadas, refletiam sobre o Dia das Mães. “É muito difícil por isso choro, mas, tenho meu filho ao meu lado e isso é uma benção”, disse a agricultora Aline Pinheiro.
Já Laudicleide Costa, referiu sobre o misto de sentimentos que a envolvia. “Ao mesmo tempo que vêm as lembranças das comemorações em família, vem a dor por estarmos separadas, pelo internamento, o sofrimento vivido. Para se ter uma ideia, além do Dia das Mães, minha filha completa 15 anos segunda-feira, dia 15, e estávamos querendo realizar uma festinha para ela. Bate uma tristeza!. Mas, também, sinto-me feliz porque minha filha precisava desse atendimento de emergência e ela o está recebendo. Festas e comemorações virão após a alta, com a graça de Deus”.

As comemorações para as mães
Cristiane Caetano, coordenadora de enfermagem da Pediatria, expôs que nas ações destinadas para as mães acompanhantes das crianças teve palestra, corte de cabelos, escovas/sobrancelhas, lanches e depoimentos.
“Elas ficam fragilizadas por terem seus filhos passando por momentos de adoecimento. Nosso maior intuito é trazer um pouco de alegria e esperança”, referiu.
Já para as mães profissionais, as comemorações foram divididas em dois dias, sexta-feira (12) e segunda-feira (15), com palestras sobre o prazer feminino, os desafios da maternidade e identidade real, além de aula de automaquiagem.


