Repórter: Arnaldo Santtos
Repórter Fotográfico: Francisco Buarque

Com o objetivo de conscientizar crianças e adolescente entre 7 a 13 anos, sobre a importância de não fazer trotes, além de conhecimentos básicos sobre os primeiros socorros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Central de Maceió, promoveu na última sexta-feira, (12) mais um curso do Projeto Samu nas Escolas. O evento ocorreu na Escola Municipal Professor Petrônio Viana, no bairro de Benedito Bentes, no conjunto Residencial Carminha, em Maceió. Cerca de 200 alunos foram contemplados.
A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Central do Samu Maceió e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). As aulas são ministradas por acadêmicos de medicina, enfermagem e assistente social da Ufal e Centro Universitário Cesmac, e coordenadas pelos profissionais do Samu.
Dados do Setor de Estatística do Samu, indicam que cerca de 40% das ligações, são trotes e ligações indevidas, e isso atrapalha o atendimento de excelência que o Samu tenta implementar quotidianamente, e o Projeto Samu nas Escolas tem reduzido esses índices em cerca de 80%.

“Desde que iniciou o projeto, em 2014, o Samu nas Escolas tem contribuído, efetivamente, para reduzir o índice de trotes e isso é um ganho significativo para agilizar os serviços que o Samu presta à população”, destacou o Coordenador Geral do Samu Maceió, médico Jhonat Silva.
Para a assistente social da Central do Samu Maceió, Goretti Bastos, com o Projeto Samu nas Escolas, segue fortalecendo os vínculos do Samu com a comunidade escolar. “Ele conscientiza sobre os malefícios do trote, ensinando as crianças sobre como agir nos casos de primeiros socorros”, salientou.
“O Samu nas Escolas deveria ser uma disciplina obrigatória”, ressaltou a diretora-geral, Maria de Fátima Cavalcante de Almeida, acrescentando que as crianças aproveitaram ao máximo o dia. “O projeto é maravilhoso e as aulas deveriam ser com mais frequência”, sugeriu.

“Eu achei extraordinária a iniciativa do Samu. As crianças se conscientizarem, logo cedo, de que passar trote não é brincadeira e isso é muito importante para melhorar a sociedade. Essa cultura do trote, realmente, é prejudicial”, enfatizou Janete Gomes dos Santos Alcântara, vice-diretora.
Já o estudante Everton da Conceição Ferreira da Silva, de 9 anos, disse que aprendeu muito nas aulas. “Eu gostei de ter aprendido como apagar o fogo da panela; quando um bebê ou uma criança ficam engasgados, e também sobre o trote. Não devemos ficar brincando de fazer trote porque uma pessoa deixa de atendida”, frisou.


