Repórter: Neide Brandão
Fotos: Ascom HGE

O 13 de agosto, é a data em que se comemora o Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, ressaltando a seriedade do trabalho desempenhado pelos profissionais destas áreas no cuidado e reabilitação de pacientes. Casos como os dos pacientes João Nicolas Laurindo, de 6 anos, e Karynne Krystyanne Alves, de 30 anos, apontam para a relevância do serviço.
Isso porque, Karynne foi vítima de um politrauma, com lesão extensa de partes moles na coxa direita, após um acidente automobilístico, enquanto que João Nicolas, teve fratura exposta na perna esquerda, além de traumatismo craniano. Com isso, eles necessitaram da assistência destes profissionais.
A fisioterapeuta Clarissa Nespoli e o terapeuta ocupacional Kaique Caju discorrem sobre o tratamento de pacientes como eles em uma unidade hospitalar de emergência, como o Hospital Geral do Estado (HGE). “Karynne permaneceu internada no HGE durante um mês e 18 dias, sendo acompanhada por diversas especialidades, dentre elas a fisioterapia. Inicialmente, ela foi resistente a aderir ao acompanhamento fisioterapêutico, porém a equipe enfatizou a importância da abordagem, incentivando-a e fazendo todo o acompanhamento profissional dentro da unidade hospitalar”, relatou Clarissa Nespoli.
Ainda segundo a fisioterapeuta, a paciente realizou acompanhamento com procedimentos específicos da área que inclui a sedestação beira-leito, seguida de ortostatismo e deambulação. “Já João Nicolas, chegou grave, fez cirurgia de emergência com colocação de placa ortopédica, mas já está na enfermaria, senta e fala tudo”, ressaltou.

Áreas parceiras
De acordo com Kaíque Caju, coordenador da Terapia Ocupacional no HGE, no contexto hospitalar, o terapeuta ocupacional trabalha com procedimento de avaliação, intervenção e orientação, realizado com o paciente internado e/ou com o familiar e cuidador, “isso leva a uma intervenção o mais precoce possível, a fim de prevenir deformidades, disfunções e agravos físicos e/ou psicoafetivo-sociais, o que promove o desempenho funcional/ocupacional e qualidade de vida durante a hospitalização”, explicou.
No HGE são realizados atendimentos individuais aos pacientes mais dependentes e aos mais graves, assim como uma atividade grupal para os acompanhantes e pacientes mais independentes e que andam sozinhos, mas que, por causa do longo período de internamento, acabam sendo afetados pela ruptura das atividades do seu cotidiano e com a rigidez da rotina hospitalar.
“O objetivo deste atendimento em grupo é promover qualidade de vida durante a hospitalização, através da socialização entre os pacientes, atividades lúdicas e um espaço terapêutico protegido que aborde temáticas e práticas integrativas que tire o foco da patologia e ofereça cuidado ao sujeito de forma integral”, contou.
Já a assistência promovida pelos fisioterapeutas, no ambiente hospitalar, objetiva recuperar a condição clínica dos pacientes, a fim de que eles possam retornar à realidade em que se inserem com qualidade de vida. “O diferencial do fisioterapeuta na equipe de um hospital é a atuação precoce na recuperação e/ou conservação da funcionalidade do paciente enquanto internado. O que melhora a funcionalidade do paciente, gerando benefícios em vários sistemas do organismo, promovendo melhor recuperação hospitalar, reduzindo tempo de internação e maior qualidade de vida pós-alta,” completou Clarissa Nespoli, coordenadora da fisioterapia.


