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Alimentação e Saúde Mental: Nutricionista do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão orienta sobre como a nutrição contribui para o equilíbrio emocional

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

O que colocamos no prato vai muito além da manutenção da saúde física, também influencia diretamente o bem-estar emocional

A relação entre alimentação e saúde mental tem ganhado cada vez mais destaque em pesquisas científicas. O que colocamos no prato vai muito além da manutenção da saúde física, também influencia diretamente o bem-estar emocional, a disposição e o controle da ansiedade. 

A nutricionista Luana Souza, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, explica que a alimentação exerce impacto direto sobre o funcionamento do cérebro. “O cérebro depende de nutrientes essenciais para produzir neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis por regular o humor, a concentração e o sono”, ressalta a profissional.

Nutrientes que ajudam a regular o humor

Entre os principais neurotransmissores e seus alimentos associados estão:

  • Serotonina – Conhecida como o “hormônio da felicidade”, ajuda a controlar o humor e o sono. Sua produção depende do aminoácido triptofano, presente em alimentos como banana, aveia, grão-de-bico e cacau.
  • Dopamina e noradrenalina – Relacionadas à motivação e energia, são produzidas a partir da tirosina, encontrada em ovos, queijos, carnes magras e leguminosas.
  • Ômega-3 – Presentes em peixes como salmão, sardinha e atum, esse nutriente protege o sistema nervoso, melhora a memória e auxilia na redução de sintomas de ansiedade e depressão.

Alimentos aliados da saúde mental

Alguns grupos alimentares são considerados verdadeiros parceiros no controle da ansiedade e do estresse:

  • Frutas e vegetais frescos: ricos em antioxidantes, protegem as células do cérebro.
  • Oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas): fornecem magnésio e gorduras saudáveis, importantes para o relaxamento e bom funcionamento cerebral.
  • Grãos integrais: liberam energia de forma gradual, ajudando a evitar picos de glicose que podem agravar a ansiedade.
  • Chás calmantes: opções como camomila, melissa e erva-cidreira contribuem para o relaxamento natural.
A nutricionista Luana Souza, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, explica que a alimentação exerce impacto direto sobre o funcionamento do cérebro

O que evitar

De acordo com a nutricionista, alguns hábitos alimentares podem prejudicar a saúde mental:

  • Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares refinados, gorduras saturadas e aditivos químicos, favorecem inflamações e desregulam neurotransmissores.
  • Excesso de cafeína e bebidas energéticas podem causar insônia, agitação e nervosismo.

Apesar de fundamental, a alimentação não substitui o acompanhamento médico e psicológico. O cuidado com a saúde mental deve ser multidisciplinar, envolvendo práticas como:

  • manter um sono de qualidade;
  • praticar atividade física regularmente;
  • adotar técnicas de manejo do estresse.

A nutricionista reforça que escolher alimentos naturais, variados e nutritivos é um passo essencial para reduzir os sintomas de ansiedade e alcançar maior equilíbrio emocional. “Uma alimentação saudável fortalece tanto o corpo quanto a mente, contribuindo para uma vida mais leve e saudável. Cuidar da alimentação é cuidar da mente”, conclui Luana Souza.

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