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Assistentes sociais se destacam na saúde alagoana como garantidores dos direitos dos pacientes e gestores eficientes

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Repórteres: Fabiano Di Pace e Josenildo Törres
Fotos: Carla Cleto e Ascom Hemoal

 Os assistente sociais são os garantidores dos direitos dos pacientes no âmbito da Rede Pública de Saúde

Com múltiplas responsabilidades dentro da rede pública de saúde em Alagoas, o profissional de assistência social tem seu trabalho reconhecido nesta segunda-feira (15), data dedicada à categoria. Responsável pela garantia dos direitos sociais e pela formulação de políticas de intervenção que resultem no exercício da cidadania, o profissional atua no atendimento dos familiares de pacientes internos ou gerenciando equipamentos de saúde.

O Dia do Assistente Social foi instituído em 15 de maio de 1962, por meio do Decreto 994/62, que regulamenta a profissão, criando, assim, os Conselhos Regionais e Federal de Serviço Social, que regem as atividades da classe. A prática profissional é orientada pelos princípios e direitos firmados na Constituição de 1988 e na legislação complementar referente às políticas sociais e aos direitos da população.

Entre as habilidades e competências do profissional graduado em Serviço Social estão a boa comunicação, consciência e reflexividade crítica e o poder de lidar com sentimentos e relações. Este profissional também deve saber agir com empatia, resiliência e criatividade frente a situações tensas e desafiadoras, além de atuar com ética profissional.

Nas unidades de saúde, assistentes sociais acolhem os familiares dos usuários, repassam informações e garantem que os direitos dos pacientes sejam assegurados

Direitos e Persuasão

Segundo Natasha Souza, assistente social do Hemocentro de Alagoas (Hemoal), além de atuar para garantir os direitos dos pacientes hematológicos e dos doadores de sangue, os profissionais que atuam no serviço da Hemorrede Pública de Alagoas devem exercer o poder da comunicação para captar mais voluntários. Isso, porque a doação de sangue é um ato voluntário, onde a pessoa deve se dispor a praticar o gesto para alguém que muitas vezes não conhece, mas que depende desta atitude para poder viver.

“A prática da doação de sangue deve ser voluntária, altruísta, sem o interesse de recompensa. Por isso, diariamente, temos que usar o poder de persuasão, esclarecer dúvidas e mostrar que o ato é determinante para salvar vidas, não só de parentes, mas, principalmente, de desconhecidos, que são as pessoas que estão internadas, realizando o tratamento de doenças, que irão se submeter a cirurgias eletivas ou que precisam de assistência emergencial em decorrência de acidentes de trânsito”, enumera Natasha Souza.

Natasha Souza, no exercício da profissão de assistente social, realizando palestra para captar doadores de sangue visando manter estabilizado o estoque de sangue do Hemoal

Gestão

Todos os dias, o assistente social exerce atividades ligadas a questões sociais, formulando propostas e atuando para o exercício pleno da cidadania. Por isso, para exercer de forma plena a profissão, o bacharel em Serviço Social deve analisar e compreender a dinâmica social e as dificuldades individuais, grupais e comunitárias.

Cabe ao assistente social também a função de atuar para superar problemas administrativos, com ênfase na articulação de um conjunto de serviços públicos e de defesa dos direitos da cidadania. Para isso, alguns destes profissionais atuam como gestores, inclusive de serviços de saúde, como ocorre em Alagoas.

Entre eles está a assistente social Marta Antônia de Lima, graduada em Serviço Social desde 1996, pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Após estagiar na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió, onde teve o primeiro contato com a política pública de saúde, ela decidiu abraçar a causa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Depois de atuar por mais de duas décadas na área assistencial, Marta Antônia foi alçada a diretora administrativa do HM

Em 1998, com a aprovação em concurso público, iniciou sua trajetória profissional na SMS e, em 2003, ingressou como servidora pública na Maternidade Escola Santa Mônica. Depois passou a atuar como supervisora assistencial do Hospital da Mulher e, atualmente, exerce o cargo de diretora administrativa da unidade.

Marta Antônia, conhecida também como Martinha, carrega em sua missão diária diversas responsabilidades, sendo uma ponte importante entre o paciente e os demais profissionais de saúde e até de outras áreas. “O assistente social deve compreender a situação do usuário e realizar a intermediação entre o paciente e o atendimento adequado, além de informar sobre seus direitos, garantindo a proteção social. Depois de atuar em diversas áreas, hoje me encontro trabalhando na gestão, mas sempre com o olhar focado nos direitos dos nossos usuários do SUS”, salienta.

Com grande poder de liderança, a assistente social Aurélia Fernandes (em pé) ocupa o cargo de supervisora do Hemoal Arapiraca

Também profissional de destaque, a assistente social Aurélia Fernandes é outro exemplo bem-sucedido no segmento de gestão. Servidora da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), atualmente ela é supervisora da Unidade Arapiraca do Hemoal, onde atuou por diversos anos no Núcleo de Captação de Doadores de Sangue e Medula Óssea. Após acumular experiência como vereadora e como secretária de Saúde do segundo maior município do Estado, a profissional teve sua capacidade de gestão reconhecida e, há quase um ano e quatro meses, dirige a unidade, responsável por fornecer sangue e hemocomponentes para os moradores dos 46 municípios que integram a II Macrorregião de Saúde de Alagoas.

“É uma satisfação ter assumido a supervisão do Hemoal Arapiraca, onde trabalhei no Serviço Social. Temos atuado para cumprirmos a missão de captarmos mais doadores de medula óssea e de sangue, atendendo à demanda da II Macrorregião de Saúde, bem como de assegurarmos assistência hematológica à população do Agreste, Sertão e Baixo São Francisco”, salientou Aurélia Fernandes, que, durante o período como secretária de Saúde de Arapiraca foi a responsável por aumentar a cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) e de ter alcançado o feito de reduzir a taxa de mortalidade infantil para a menor da história do segundo maior município alagoano.

Homenagem

Para o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, os assistentes sociais são uma peça imprescindível no SUS e na rede pública de saúde. Isso porque, segundo o gestor da saúde estadual, estes profissionais atuam como garantidores dos direitos sociais dos pacientes

 “Além de envolver os familiares no contexto da recuperação dos pacientes, os assistentes sociais acionam, quando necessário, os conselhos de proteção social, como o Conselho Tutelar, assegurando que o usuário seja atendido de forma universal e multidisciplinar, sempre pautados pelos princípios de humanização que norteiam o trabalho na saúde”, destacou.

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