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Chocolate faz bem ao coração? Nutricionista do Hospital do Coração esclarece e aponta a melhor escolha para pacientes cardíacos

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Repórter: Neide Brandão / Ascom Hospital do Coração
Repórter Fotográfica: Carla Cleto / Ascom Hospital do Coração

A versão com cacau acima de 50% está liberada para os pacientes cardíacos, devido à grande concentração de flavonoides

Quem resiste a um pedacinho de chocolate? A boa notícia é que, além de delicioso, o chocolate pode sim fazer bem ao coração — desde que consumido com moderação e de forma consciente. A nutricionista Sarah Oliveira, do Hospital do Coração Alagoas, explica que o segredo está na escolha do tipo certo de chocolate.

“A versão com cacau acima de 50% está liberada para os pacientes cardíacos. Quanto maior o teor de cacau, maior a concentração de flavonoides, substâncias antioxidantes que ajudam a proteger o coração”, afirma a especialista.

Ela explicou que o chocolate possui como ingrediente básico o cacau e, a partir das sementes de cacau a indústria, através de vários processos de transformação que incluem torrefação, alcalinização, moagem e incorporação de ingredientes produz diversos produtos, como nibis de cacau, cacau em pó, a manteiga de cacau e as diversas variedades de chocolate.

“Dentre os chocolates existe uma grande variação na composição nutricional, o chocolate amargo possui maior teor de sólidos e manteiga de cacau, por isso muitos benefícios associados ao consumo de chocolate são encontrados em estudos que utilizam esse tipo de chocolate, já para produzir o chocolate ao leite, é adicionado açúcar, leite e emulsificante, o chocolate branco por sua vez não possui cacau, em sua composição há somente leite, açúcar e manteiga de cacau”, especificou a especialista.

Os benefícios do cacau para o coração
Os flavonoides presentes no cacau possuem ação anti-inflamatória e contribuem para a melhora da circulação sanguínea, ajudando a reduzir a pressão arterial, melhorar os níveis de colesterol e prevenir a formação de placas nas artérias.

Estudos científicos apontam que o consumo moderado de chocolate amargo pode estar associado à redução do risco de doenças cardiovasculares. Isso porque os antioxidantes combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce das células — inclusive as do sistema cardiovascular.

Quantidade ideal e cuidados
Apesar dos benefícios, a nutricionista Sarah reforça que o consumo deve ser moderado. “O ideal é limitar-se a cerca de 20 a 30 gramas por dia, o equivalente a dois quadradinhos de uma barra padrão. E sempre observar o rótulo: quanto menos açúcar e gordura adicionada, melhor.”

Ela também alerta que chocolates ao leite, brancos ou com recheios industrializados não oferecem os mesmos benefícios. “Esses produtos têm baixo teor de cacau e alto índice de açúcar e gordura saturada, o que pode ser prejudicial para a saúde do coração”, completa.

Segundo Sarah Oliveira, o chocolate amargo pode ser incorporado à dieta de forma equilibrada, inclusive como alternativa saudável a sobremesas mais calóricas. “Ele pode ser consumido puro ou utilizado em receitas com frutas, como morangos ou bananas, para um lanche funcional e saboroso.”

Para pacientes com restrições mais específicas, como diabetes associado a doenças cardíacas, a orientação é buscar chocolates com menor teor de açúcar ou versões adoçadas com estévia, sempre com acompanhamento de um nutricionista..

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