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Cirurgia de alta complexidade no Hospital Metropolitano de Alagoas devolve funcionalidade da mão de paciente

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Repórter: Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL
Fotos: Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano de AL

Dois cirurgiões de mão atuaram simultaneamente em procedimento de alta complexidade realizado no Hospital Metropolitano de Alagoas

Uma cirurgia de alta complexidade realizada no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, devolveu a perspectiva de recuperação funcional da mão de uma paciente que chegou à unidade com uma grave lesão ortopédica. O caso envolvia uma luxação radiocárpica inveterada, condição rara em que a articulação do punho permanece deslocada por um longo período após o trauma.

De acordo com Nicéias Gusmão, cirurgião especialista em mão do HMA, a paciente sofreu uma fratura do punho que provocou o rompimento completo dos ligamentos responsáveis pela estabilidade da articulação. No entanto, como a lesão já tinha cerca de cinco meses de evolução, o tratamento tornou-se ainda mais desafiador.

“Quando esse tipo de lesão é tratado logo após o trauma, é possível reposicionar a articulação e reconstruir os ligamentos. Neste caso, a articulação permaneceu deslocada por meses, provocando cicatrizes extensas, rigidez e grande limitação funcional”, explicou o especialista.

Cirurgia exigiu reconstrução ligamentar com enxertos de tendão para restaurar a funcionalidade do punho

Para corrigir o problema, a equipe precisou desfazer as cicatrizes formadas ao redor do punho, posicionar a articulação e reconstruir os ligamentos utilizando enxertos de tendão. O objetivo foi devolver a estabilidade à mão e preservar movimentos essenciais para as atividades diárias.

Para Givaldo Trindade, também cirurgião de mão, e que também participou do evento, o caso apresentava desafios adicionais devido ao comprometimento de estruturas nobres da região. Com o deslocamento dos ossos e a consolidação inadequada da lesão ao longo dos meses, tendões e o nervo ficaram comprimidos e aderidos ao foco da fratura.

Equipe especializada realizou correção de luxação radiocárpica crônica, condição rara e de difícil tratamento

“Foi necessário identificar e separar cuidadosamente essas estruturas antes da reconstrução. Isso exigiu muita paciência, conhecimento anatômico e precisão técnica para preservar os tendões e o nervo, fundamentais para a função da mão”, destacou o especialista.

De acordo com Givaldo Trindade, a cirurgia também evidenciou a importância da estrutura disponível no Hospital Metropolitano. “É um procedimento que demandou o suporte de toda uma equipe especializada. O aparato de apoio que temos no Metropolitano foi extremamente importante e necessário para a realização desse caso”, ressaltou.

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