Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfico: Beatriz Castro

A Saúde dos Rins foi o tema de palestra realizada nesta quinta-feira (14) no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Na oportunidade, os servidores esclareceram dúvidas com os especialistas, entenderam fluxos de atendimento, estudaram abordagens e até tiveram acesso a serviços de saúde, como aferição de pressão, teste de glicemia, controle do IMC (Índice de Massa Corporal) e requisições para exames laboratoriais da função renal. O evento teve o apoio da Refresq com a distribuição de água mineral.
“O nosso objetivo também é dar mais visibilidade aos nossos profissionais que tanto se dedicam à saúde dos rins. No ano passado, eles atenderam 216 pacientes com doenças renais, sendo 194 adultos e 22 crianças. Eles também realizaram 1.224 sessões de hemodiálises, sendo 1.075 em adultos e 149 em crianças. É uma dedicação diária, contínua, persistente pelo restabelecimento da saúde de nossos pacientes”, afirmou a coordenadora de Enfermagem, Alline Cavalcante.
O nefrologista e médico da Organização de Procura de Órgão (OPO), Carlos Alexandre, abordou a saúde do rim e a doação do órgão. Ele enfatizou as atitudes necessárias para preservação do órgão, entre eles: controlar a pressão arterial, adotar dieta balanceada, controlar o peso, não fumar, monitorar os níveis de colesterol, evitar o uso de medicamentos sem orientação médica e beber água.
“Em caso de necessidade da doação do próprio rim, uma equipe especializada precisa entender a situação e encaminhar para avaliação médica, que solicitará a realização de exames de sangue e urina para certificar que o órgão está adequado para o transplante. Mas, para que a cirurgia aconteça, também será necessário identificar a compatibilidade imunológica e sanguínea, caso contrário o procedimento não poderá ser realizado. Nenhum órgão pode ser doado sem seguir com todos os protocolos estipulados pelo Ministério da Saúde”, explicou o médico da OPO.
O diagnóstico e a prevenção das doenças renais na infância foram os temas abordados pela nefrologista pediatra Rose Mary Vasconcelos. Ela destacou que o HGE é o único hospital que oferta a sua especialidade, desde o atendimento de Urgência e Emergência, contemplando os pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermarias. Esse diferencial pôs a maior unidade de Média e Alta Complexidade de Alagoas como referência no tratamento de doenças renais em crianças.
“Crianças prematuras e/ou com baixo peso ao nascer, com problemas congênitos no coração, bebês com alterações nos rins e das vias urinárias no ultrassom realizado no pré-natal estão entre as mais vulneráveis a desenvolver uma doença renal. Por isso, reforçamos com os pais de manter as consultas com o pediatra, pois ele pode observar alguma alteração que exija a atuação do nefrologista pediátrico”, acrescentou a especialista.
Para a enfermeira Gizélia Oliveira, a movimentação impacta positivamente os serviços do HGE oferecidos à população, pois os profissionais atuam com mais segurança para identificar um paciente com doença renal, encaminhá-lo para o especialista e assisti-lo conforme as orientações do nefrologista.
“Além disso, muitos colegas também atuam em outros serviços de saúde e, após esse momento, levam consigo o que assimilaram aqui. Essa disseminação ajuda nas estratégias de fortalecimento da saúde pública, pois se observarem um cidadão com infecção urinária, inchaço pelo corpo, anemia, sangue na urina e falta de ganho de peso, agora a memória está mais fresca para a suspeita de doença renal e, assim, encaminhar para o especialista da rede”, argumentou a enfermeira.


