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Enfermeira da Sesau orienta população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis

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Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Repórter Fotográfica: Carla Cleto / Ascom Sesau

Por ser uma infecção sexualmente transmissível, a principal forma de evitar a sífilis é usar o preservativo durante as relações sexuais

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (ISTs) que pode ser prevenida com a adoção de medidas simples. O alerta é da enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Hillary Santos, que atua no Programa Estadual de Combate às ISTs.

Conforme a especialista, a transmissão da sífilis ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada. A infecção também pode ser transmitida durante a gestação, da mãe para o bebê, situação conhecida como sífilis congênita. Daí porque, a importância de realizar o pré-natal.

“A sífilis pode passar despercebida porque, em muitos casos, não apresenta sintomas. Por isso, a testagem é fundamental, principalmente após uma situação de exposição de risco. Identificar a infecção e iniciar o tratamento adequado são medidas importantes para evitar complicações e também a transmissão para outras pessoas”, explica Hillary Santos.

A enfermeira da Sesau, Hilary dos Santos, explica que a sífilis é uma infecção sexualmente transmisíve

Diagnóstico

A enfermeira da Sesau salienta, ainda, que a doença pode ser identificada por meio de testes rápidos e exames específicos, mas, quando não tratada adequadamente, pode evoluir e comprometer órgãos como o cérebro, o coração e o sistema nervoso. Para Hillary Santos, a sífilis apresenta diferentes manifestações de acordo com a fase da infecção.

Na fase primária, pode surgir uma ferida na região genital, anal ou na boca, geralmente sem causar dor. Mesmo que desapareça espontaneamente, a infecção permanece no organismo e precisa ser tratada.

Já na fase secundária, podem aparecer manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. A doença também pode permanecer sem sintomas durante longos períodos.

“É importante lembrar que o desaparecimento de uma ferida não significa que a pessoa esteja curada. A sífilis pode continuar no organismo mesmo sem apresentar sinais. Por isso, a pessoa deve procurar um serviço de saúde para realizar a testagem e receber a orientação adequada”, destaca Hillary Santos.

Por ser uma infecção sexualmente transmissível, a principal forma de evitar a sífilis é usar o preservativo durante as relações sexuais

Tratamento

A sífilis tem cura e o tratamento é realizado com antibióticos, principalmente a penicilina benzatina, de acordo com a fase da doença e a avaliação do profissional de saúde. “Após o diagnóstico, é importante seguir corretamente o tratamento indicado pela equipe de saúde. Os parceiros sexuais também precisam ser avaliados e, quando necessário, tratados, para evitar uma nova infecção”, afirma a enfermeira da Sesau.

Os testes e o tratamento para sífilis estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A população deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber orientação, realizar a testagem e, em caso de diagnóstico positivo, iniciar o tratamento indicado pela equipe médica.

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