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Enfermeiros do HGE são treinados para ajudar na diminuição da fila de espera por transplante de órgãos

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Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfico: Thallysson Alves

Servidores do HGE foram convidados pela Central de Transplantes para contribuir com os esforços que também salvam vidas

Com 539 pessoas na fila de espera por um transplante, a Central de Transplantes de Alagoas promoveu mais um treinamento aberto a todos os enfermeiros do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A ideia é esclarecer dúvidas, explicar protocolos, entender abordagens e ouvir as dificuldades enfrentadas pelos profissionais para juntos encontrarem as melhores soluções.

“A nossa iniciativa pretende motivar os servidores a apoiarem a nossa causa e saber o que fazer, e não fazer, quando um paciente apresentar sinais suspeitos de morte encefálica. Um dos problemas que mais enfrentamos, infelizmente, é a desinformação. Contra essa barreira, nós precisamos entender o que está sendo apresentado para encontrar as melhores alternativas que possam ajudar na conscientização sobre esse importante e difícil ato solidário”, explicou a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos. 

A desinformação ainda é uma barreira que prejudica as doações de órgãos, afirma a coordenadora Daniela Ramos

Conforme o último levantamento da unidade executiva, de janeiro a abril deste ano, 502 alagoanos estavam à espera de doação de córneas, 33 ansiosas por pelo menos um rim e quatro por um fígado. Nesse mesmo período, 18 delas receberam a doação de córneas, duas de rim e mais duas de fígado. Desse modo, mais de 500 pessoas ainda aguardam, com esperança, a boa notícia da oferta de um órgão compatível. 

“Contudo, a nossa meta tem sido capacitar as equipes multiprofissionais e demais pessoas que podem estar envolvidas no processo de doação de órgãos e transplantes aqui no HGE. Essa sensibilização tem sido feita exaustivamente, incluindo a habilitação dos médicos para o diagnóstico de morte encefálica e as boas práticas para o melhor acolhimento da família do potencial doador”, explicou a enfermeira da Central de Transplantes de Alagoas, Claudete Balzan.

Sensibilização para a diminuição da fila de espera pelo transplante tem sido contínua no HGE

Se você deseja ser doador de órgãos e tecidos, a primeira coisa a fazer é avisar a sua família sobre a sua vontade. No Brasil, os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, é monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Também é possível expressar esse desejo através da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) e pelo site do Conselho Nacional de Justiça

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