Repórter: Neide Brandão
Fotos: Anderson Oliveira

Doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir órgãos como ossos, rins e meninges – as membranas que envolvem o cérebro -, a tuberculose ainda mata 1,1 milhão de pessoas por ano no mundo, com cerca de 8,8 milhões de doentes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
No Brasil, 4,7 mil pessoas morrem todos os anos com a doença. E para esclarecer e alertar sobre a gravidade desta patologia infecto contagiosa, o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) e o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, realizaram uma ação para os pacientes que aguardavam consultas e exames na unidade hospitalar. A iniciativa remeteu ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, que ocorreu em 24 de março, e que este ano caiu no final de semana.

Glauciane Fernandes, infectologista e responsável pelo SCIH no HMA, ressaltou que os principais sintomas envolvem uma tosse persistente, febre vespertina e noturna, sudorese e perdas de peso importantes. “Todo o tratamento da doença é feito pelo SUS [Sistema Único de Saúde] e, para receber assistência, a pessoa com suspeita de tuberculose deve procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde será encaminhada para diagnóstico através do exame de escarro. A melhor forma de prevenir a transmissão é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível”, alertou a especialista.
Segundo ela, com 15 dias após iniciado o tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. “O tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, diariamente, e sem nenhuma interrupção. O tratamento só termina quando o médico confirmar a cura total do paciente”, orientou.

A enfermeira Aryanne Kelly, responsável técnica do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, ressaltou, ainda, que cada paciente com tuberculose pulmonar que não se trata, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. “Sabemos que alguns fatores contribuem para a disseminação da doença, tais como a pobreza e má distribuição de renda, a AIDS, a desnutrição e as más condições sanitárias”, referiu. Na ocasião, os profissionais tiraram dúvidas dos pacientes presentes.


