Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfico: Thallysson Alves

Neste sábado (27) é o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho e o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, promoveu uma exposição para enfatizar os riscos mais frequentes quando os profissionais da saúde não utilizam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), tampouco respeitam as normas preventivas que já conhecem, desde o uso correto de vestuários até o descarte seguro de materiais contaminados.
A supervisora do Serviço de Qualidade de Vida no Trabalho (SQVT), Karlla Martiniano, explica que, apesar das constantes ações de sensibilização, ainda há quem não usa as luvas adequadamente, ou não utiliza os óculos de proteção, ou insiste em não usar calçados fechados, entre outras ações que precisam ser eliminadas para proteção da própria saúde do servidor.
“Contra isso, temos intensificado a sensibilização explicando os danos desnecessários que essa negligência pode causar a própria saúde, a de familiares e, inclusive, de toda a sociedade. O HGE sempre está realizando ações de conscientização, explanação do fluxo de acidente e principalmente, acolhendo e assistindo o servidor em caso de acidente”, salientou a supervisora.
A prevenção de acidentes de trabalho é apontada por especialistas como de extrema importância por diversos motivos: a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores, melhoria da qualidade de vida no trabalho, redução de custos, cumprimento das normas e leis, aumento da produtividade, preservação da imagem da empresa, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social.

De acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), entre 2012 e 2022, no Brasil foram notificados 6.774.543 acidentes de trabalho, 25.492 destes acidentes resultaram em morte. Em virtude de afastamentos previdenciários acidentários registrou-se 461.424.375 dias de trabalho perdidos. Ainda no mesmo período, os gastos estimados consideraram valores de pagamentos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de benefícios de natureza acidentária chegaram a R$136.741.183.393,1, ou seja, um real a cada dois milésimos de segundo.
O HGE, de janeiro a junho de 2024, tratou 354 pessoas admitidas por acidentes de trabalho. Já são 91 cidadãos com lesões oftalmológicas, 58 por quedas de altura, 22 com mutilações, 19 sofreram amputações, 17 tiveram luxações e entorses, 17 se feriram durante o trajeto para o trabalho, 15 tiveram contato com material biológico, 13 sofreram queimaduras, 12 receberam choques elétricos, 11 tiveram corte por máquina, nove apresentaram ferimentos superficiais, quatro relataram pancadas, dois apresentaram politraumatismos e 64 não relataram detalhes.

Contudo, o assistente administrativo do HGE, Diogo Barbosa, acredita que nunca é repetitivo abordar o tema. Ele acrescenta que a segurança do trabalho é garantida por meio de leis, regulamentos e normas estabelecidas para proteger os trabalhadores, abrangendo diversos aspectos da segurança e saúde ocupacional, que vão desde a prevenção de acidentes até a proteção contra riscos ergonômicos, químicos e biológicos.
“Todos devem fazer a sua parte. Nós, trabalhadores, somos os maiores interessados na preservação da nossa vida, por isso devemos contribuir com atitudes que eliminem os acidentes de trabalho. É preciso respeitar todas as normas e orientações para o bom cumprimento do nosso trabalho. A população também agradece por essa atitude, pois, assim, sabem que contam com atendimentos mais seguros e eficientes”, afirmou o servidor.


