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Geneticista do Hospital da Criança de Alagoas esclarece mitos e verdades sobre a Síndrome de Down

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Repórter: Nataly Lopes / Ascom Hospital da Criança de Alagoas
Repórter Fotográfica: Nataly Lopes / Ascom Hospital da Criança de Alagoas

Pacientes com a Síndrome de Down precisam de atendimento multiprofissional

A Síndrome de Down é uma condição caracterizada pela trissomia do cromossomo 21, cuja prevalência geral dessa condição no Brasil é de 4,16 por 10 mil nascidos vivos. Os portadores, geralmente, têm uma vida marcada por muitos estereótipos, mas, segundo o geneticista Reinaldo Luna, que atua no Hospital da Criança de Alagoas (HCA), em Maceió, eles podem levar uma vida ativa, com total inserção na sociedade, desde que sejam estimulados pela família.

O primeiro mito a ser esclarecido é que a Síndrome de Down é uma doença. Para contrapor, o médico explica que se trata de uma condição genética, onde as pessoas que são portadoras possuem os 46 pares de cromossomos convencionais, mas, no 21, ao invés de um par, existe um trio, devido a uma alteração genética causada por uma divisão celular atípica, durante a separação embrionária.

Médico geneticista Reinaldo Luna esclarece a Síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição genética

Algumas características das pessoas com a Síndrome de Down são retardo do desenvolvimento físico e mental, cabeça e face com traços específicos, baixa estatura, além de alterações dermatológicas, como língua fissurada, manchas na pele, queda de cabelo, dermatite seborreica e vitiligo. No entanto, o geneticista do Hospital da Criança de Alagoas explica que a agressividade não é uma dessas características, sendo mais um mito.

“De forma geral, as pessoas com Síndrome de Down são bem afetuosas, podendo, claro, em algum momento, como qualquer outra criança, apresentar quadro de agressividade. Mas, de forma geral, elas não são agressivas. Esse é mais um mito criado pela sociedade, que deve ser desmistificado”, esclarece Reinaldo Luna.

Apesar de não ser uma doença, as pessoas com a síndrome podem adoecer mais. “Elas têm um risco maior para algumas patologias, como, por exemplo, as cardiopatias congênitas, hipotireoidismo, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e infecções de repetição. Por isso, é importante o acompanhamento com a equipe multidisciplinar para, caso essa situação seja diagnosticada, ocorra o tratamento o mais precocemente possível”, salienta o geneticista.

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