Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfico: Thallysson Alves

Em alusão ao Dia Mundial da Qualidade, servidores do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, participaram, nesta quarta-feira (16), de uma simulação realística que abordou a empatia, a confiabilidade, a segurança, a efetividade e a eficiência do serviço prestado ao doente e acompanhante. Em seguida, todos os presentes puderam conversar sobre a situação proposta e até sugerir melhorias para a unidade.
A cena aconteceu sem prévio aviso na Área Azul, quando duas servidoras representaram cidadãos que buscam atendimento no hospital. A recepcionista, desatenta e impaciente, não recebe bem quem já chega sobtensão. O resultado é uma discussão que só é solucionada quando outro servidor toma a frente e realiza o acolhimento necessário, proporcionando a segurança, a tranquilidade, a informação e a resolução necessária.
“Quando se pensa em qualidade dentro de um serviço de saúde devemos ter como meta o atendimento às necessidades e expectativas de seus usuários. Portanto, a qualidade é o fator com o qual todos os envolvidos na prestação dos serviços de saúde estão vinculados, tendo em vista o aperfeiçoamento contínuo das práticas assistenciais e de gestão, cujo horizonte é a satisfação daqueles que dependem desses serviços”, afirmou a médica Virgínia Sarmento, da Assessoria de Qualidade do HGE.
Após a encenação, a psicóloga Vera Calado, do Setor de Desenvolvimento e Educação de Pessoas, mediou uma roda de conversa, onde pacientes, acompanhantes e servidores puderam partilhar o que sentiram. Com o espaço, as realidades foram expostas, seguidas de sugestões de posturas que podem contribuir com a melhor recepção ao usuário.
“A ação foi um exercício de reflexão sobre o que pode vir a acontecer quando não atendemos bem alguém, principalmente quando esse alguém necessita da nossa atenção para uma resolução pessoal. O HGE recebe diariamente centenas de pessoas, cada uma com sua história, sua dor, seus medos, suas angústias etc. Por isso, é preciso que toda a equipe esteja preparada para lidar positivamente com as situações adversas”, defendeu a psicóloga.
Atenta a toda movimentação, a dona de casa Valéria Correia, de 49 anos, compartilhou sobre o que sentiu ao ver a cena. Ela recordou que já presenciou momentos semelhantes não apenas na procura por atendimento médico, e lamentou que ocorrências semelhantes ainda são vividas por cidadãos em instituições públicas e privadas.
“Achei a ação ótima! Para mim, demonstrou o quanto os profissionais estão buscando melhorar, pois estão tentando enxergar o nosso lado, de cidadão que está precisando de um serviço para poder continuar a sua vida. Estou satisfeita com o que venho vendo, inclusive durante a assistência que está sendo prestada ao meu esposo”, disse Valéria, que está com seu marido internado com leucemia.


