Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

O silêncio tem sido um dos principais inimigos da saúde mental masculina. Dados e relatos de profissionais de saúde apontam para um crescimento preocupante nos casos de ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais entre os homens. No entanto, muitos ainda resistem em falar sobre o que sentem ou buscar ajuda profissional, reproduzindo um padrão cultural que associa vulnerabilidade à fraqueza.
De acordo com especialistas do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, a dificuldade em reconhecer e expressar emoções é um dos fatores que contribuem para o agravamento dos quadros de adoecimento mental. “Desde cedo, os meninos são ensinados a reprimir sentimentos, a não chorar, a demonstrar força o tempo todo. Esse comportamento, quando levado à vida adulta, pode gerar um acúmulo emocional que se transforma em sofrimento psicológico”, explica a médica Lara Moreira.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os homens procuram menos atendimento psicológico do que as mulheres, o que faz com que muitos transtornos sejam diagnosticados apenas em estágios avançados. Em alguns casos, o silêncio prolongado pode resultar em comportamentos autodestrutivos e até em suicídio.

Reconhecer os sinais e buscar ajuda
Os sintomas da ansiedade e da depressão podem se manifestar de diversas formas, irritabilidade, insônia, falta de concentração, desânimo, alterações no apetite e perda de interesse por atividades antes prazerosas. Em muitos casos, esses sinais são mascarados por comportamentos de risco, como o abuso de álcool e o isolamento social.
“O primeiro passo é reconhecer que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de coragem. Procurar um psicólogo ou psiquiatra é fundamental para restaurar o equilíbrio emocional e retomar a qualidade de vida”, reforça a médica Lara Moreira.

Campanhas e Acolhimento
O Hospital Dr. Ib Gatto Falcão tem reforçado a importância do cuidado com a saúde mental, especialmente durante o Novembro Azul, mês tradicionalmente voltado à prevenção do câncer de próstata, mas que também incentiva o cuidado integral com o homem. A iniciativa busca quebrar tabus, abrir espaço para o diálogo e promover o autocuidado emocional.
“Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do corpo. Falar sobre o que se sente, buscar apoio e acolhimento pode salvar vidas. O silêncio não precisa ser regra, pedir ajuda é um ato de força, de coragem e de amor-próprio”, reforça Lara.


