Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Com o objetivo de qualificar ainda mais a assistência prestada à população, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, tem investido continuamente na capacitação de suas equipes, com foco na organização de fluxos, encaminhamentos e no atendimento humanizado às pessoas em situação de violência. A iniciativa busca fortalecer o acolhimento, garantindo um cuidado seguro, sigiloso e livre de julgamentos, além de aprimorar a atuação integrada com a rede de proteção.
As capacitações são direcionadas a profissionais de diferentes áreas da unidade, como enfermagem, assistência social, equipe médica, psicologia e setores de apoio. Durante os encontros, são abordados protocolos institucionais, identificação de sinais de violência, escuta qualificada e os fluxos de encaminhamento intersetoriais, fundamentais para assegurar um cuidado eficaz, contínuo e resolutivo.
Uma das responsáveis pela Sala Lilás na unidade, a enfermeira Vanessa Oliveira, destaca a importância da qualificação permanente das equipes. “Nosso objetivo é preparar os profissionais para identificar situações de violência que, muitas vezes, chegam de forma silenciosa ao hospital. A capacitação fortalece a atuação da equipe, garantindo um atendimento sensível, com acolhimento adequado e encaminhamento correto dentro da rede de proteção”, afirmou.
Outro ponto central do treinamento é o fortalecimento de uma abordagem livre de julgamentos. Muitas vítimas chegam à unidade fragilizadas, com medo ou insegurança para relatar o ocorrido. Por isso, os profissionais são orientados a promover um ambiente de confiança, baseado no respeito, no sigilo e na escuta ativa.
A assistente social Catarina Calvão, que também atua na coordenação da Sala Lilás, ressalta o papel do atendimento humanizado no processo de cuidado. “Nem sempre a vítima consegue expressar claramente o que está vivenciando. Por isso, é essencial que a equipe esteja preparada para acolher com sensibilidade, escutar com atenção e orientar sobre os caminhos disponíveis na rede de proteção, garantindo segurança e dignidade durante todo o atendimento”, explicou.
A supervisora da Rede de Atenção às Violências (RAV), Thayná Mendonça, destaca que a integração entre os serviços é essencial para a efetividade do cuidado. “Quando os fluxos estão bem definidos e as equipes alinhadas, conseguimos oferecer um atendimento mais ágil, seguro e articulado. Isso garante que a vítima não fique desassistida e tenha acesso a todos os serviços necessários dentro da rede”, pontua
Já a assistente social da RAV, Jaciara Fêlix, enfatiza a importância do olhar humanizado em todas as etapas do atendimento. “O acolhimento é a porta de entrada para um cuidado mais amplo. É nesse momento que a vítima precisa se sentir segura e respeitada. Nosso papel é garantir que ela seja orientada, acompanhada e encaminhada de forma adequada, respeitando sua individualidade e seus direitos”, salienta.
Além do acolhimento inicial, as equipes também são orientadas sobre os fluxos internos da unidade. Após a identificação do caso, a vítima é encaminhada para acompanhamento multiprofissional, que pode incluir avaliação médica, suporte da assistência social e o registro adequado do atendimento. Todo o processo é integrado à Rede de Atenção às Violências (RAV), que organiza e fortalece o cuidado por meio de uma atuação articulada entre os serviços.


