Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Junior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

O Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, recebeu uma nova qualificação da Rede de Atenção às Violências (RAV), reafirmando seu compromisso com o cuidado integral e humanizado às vítimas de violência. A capacitação, que envolveu toda a equipe multiprofissional da unidade, integra o fortalecimento das ações de acolhimento e proteção no Estado de Alagoas.
Desde maio, o hospital conta com uma Sala Lilás, espaço dedicado ao atendimento especializado, humanizado e acolhedor, oferecendo suporte médico, psicológico e social a pessoas em situação de vulnerabilidade. O processo de formação contou com a presença da presidente supervisora da Sala Lilás estadual, garantindo alinhamento às diretrizes da rede e consolidando protocolos de assistência que asseguram não apenas o tratamento clínico imediato, mas também o encaminhamento adequado para serviços de apoio e proteção.
Segundo a coordenação, médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais participaram da qualificação, o que fortalece a integração entre setores e promove uma resposta mais completa às demandas das vítimas. “O acolhimento é fundamental para minimizar os impactos físicos e emocionais da violência. Nosso objetivo é oferecer um atendimento seguro, respeitoso e que contribua para a recuperação integral do paciente”, destacou Vanessa Oliveira, supervisora de Enfermagem.
Na mesma linha, Thayná de Mendonça, supervisora de Articulação Intersetorial e Monitoramento das Violências, ressaltou a importância da padronização. “Nosso objetivo é alinhar as unidades para que os atendimentos sejam feitos de forma humanizada, seguindo a padronização em todas as RAVs do estado. É fundamental parabenizar o Governo de Alagoas pela criação de mecanismos que fortalecem a rede, como a política pública Alagoas Lilás”, frisou.
Já Isabelly Silva, supervisora de Prevenção e Enfrentamento às Violências, reforçou a necessidade da capacitação permanente. “A qualificação é essencial porque as salas possuem grande rotatividade. Nosso intuito é aprimorar e fortalecer cada vez mais esse atendimento, garantindo que a rede esteja preparada para acolher e proteger”, salientou.
Ela também chamou atenção para o cuidado no enfrentamento à vitimização secundária, quando a vítima, em busca de ajuda, acaba sofrendo constrangimentos ou sendo responsabilizada pela violência sofrida. “É fundamental que os profissionais estejam atentos para não revitimizar essas pessoas. Nosso papel é oferecer acolhimento, escuta qualificada e apoio integral, evitando qualquer tipo de julgamento ou exposição que possa agravar ainda mais o sofrimento”, alertou.


