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 Hospital Geral do Estado orienta sobre cuidados para evitar acidentes no ambiente de trabalho

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Repórter: Neide Brandão
Fotos: Neide Brandão e Serviço de Qualidade de Vida do Trabalhador

Karlla Martiniano explicou que qualquer alteração biológica ou funcional que ocorre no organismo em decorrência do exercício do trabalho é considerada adoecimento ocupacional

Após finalizar o mês mundialmente escolhido para a conscientização sobre a segurança no trabalho e prevenção de acidentes – que no dia 28 de maio ficou estabelecido como o dia em memória às vítimas de acidente de trabalho, seguindo o movimento Abril Verde -, o Serviço de Qualidade de Vida do Trabalhador (SQVT) do Hospital Geral do Estado (HGE), discutiu com os profissionais sobre a importância da prevenção e cuidados diários no ambiente hospitalar.

Karlla Martiniano, engenheira de segurança do trabalho no hospital, explicou que qualquer alteração biológica ou funcional (física ou mental) que ocorre no organismo, em decorrência do exercício do trabalho é considerada adoecimento ocupacional. “Pode ser consequência da exposição a riscos ambientais, tais como riscos químicos – como poeiras, fumos, névoas, neblinas, vapores, gases e substâncias ou produtos químicos em geral -, físicos – ruído, vibrações, radiações, frio, calor, umidade -, e biológicos – vírus bactérias, protozoários, fungos, bacilos e parasitas -. Decorrem, também, de problemas na organização do trabalho, ocasionando sobrecarga física ou mental”, especificou.

Karlla ainda referiu que a maioria dos acidentes acontecem com profissionais da assistência ao paciente, principalmente da área da enfermagem, os técnicos, mais atingidos, enfermeiros e auxiliares. “A principal forma de evitar os acidentes é o engajamento de todos em prol da prevenção. Com treinamentos e reciclagens, organização, concentração, trabalho em equipe, sempre com empatia com o próximo, tratando de cada não conformidade existente. Além, é claro, de seguir as normas do ambiente em que se trabalha”, orientou.

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As doenças ocupacionais são resultado de hábitos negativos incorporados na rotina de trabalho, segundo afirmou o psicólogo Sidney Santos

Doenças ocupacionais psicossociais

Enfermidades causadas pelo tipo de serviço que o trabalhador executa, as doenças ocupacionais são resultado de hábitos negativos incorporados na rotina de trabalho, segundo afirmou o psicólogo Sidney Santos. “Os efeitos da doença podem, além de afetar sua capacidade no trabalho, tornar o indivíduo inapto à sua função. As principais são a síndrome de Burnout, a depressão, a ansiedade generalizada, a síndrome do pânico e o estresse pós-traumático”, salientou.

De acordo com o psicólogo, pessoas com dificuldades comportamentais, estão mais propensas a acidentes no ambiente profissional. “Isso porque, os riscos ambientais do trabalho se tornam um perigo ainda maior para um colaborador que sofre com algum distúrbio/doença mental de fundo ocupacional”, relatou.

Ele orientou que, os profissionais que estejam vivenciando algum sofrimento emocional (triste, preocupado, ansioso) busquem ajuda profissional. “Nós temos inúmeros profissionais trabalhando diariamente no hospital que sofrem e ficam em silêncio, por medo do julgamento e preconceitos. Vamos acolher, escutar de forma qualificada e cuidar do próximo. O SQVT do HGE conta com profissionais qualificados para cuidar da saúde mental e estamos abertos para quem nos procurar. É importante cultivar bons hábitos para minimizar danos e fortalecer a nossa saúde mental, aconselhou Sidney Santos.

No caso dos psicotrópicos, a automedicação é totalmente contraindicada, alertou a psiquiatra Manuela Antune

Automedicação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta a automedicação simples, principalmente nos países em que a população tem dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Conforme explicitou a psiquiatra Manuela Antunes, essa automedicação é nos casos de uma cefaleia esporádica ou uma febre, por exemplo. “Mas é necessário ter bom senso devido ao risco de mascarar uma doença ou de provocar uma intoxicação. Se os sintomas persistirem, deve- se procurar assistência médica para investigar”, destacou.

No caso dos psicotrópicos, a automedicação é totalmente contraindicada, alertou a psiquiatra. Pois, segundo ela, o uso errôneo e abuso de psicotrópicos leva a danos no SNC como alterações na memória, alterações no raciocínio, concentração e atenção. “A insônia é um sintoma muito comum e geralmente as pessoas se automedicam com psicotrópicos sem saber avaliar se é um sintoma de transtorno mental, sintoma de um transtorno de adaptação ou se é um transtorno de insônia primário. Quando uma pessoa está em sofrimento mental tem dificuldade de avaliar com clareza as situações e, por isso o bom senso, para avaliar a introdução ou retirada de um medicamento psicotrópico, fica inviável, reforçando o perigo da automedicação. Qualquer medicamento só é seguro quando corretamente prescrito”, finalizou Manuela.

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