Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Repórter Fotográfico: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

Há cerca de um ano, o Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, deu um passo decisivo na consolidação de uma assistência mais acolhedora e centrada no paciente, ao se tornar referência em cuidados paliativos. Desde então, a unidade tem fortalecido sua atuação nesse campo essencial da medicina, que tem como objetivo oferecer qualidade de vida, dignidade e conforto a pessoas com doenças crônicas avançadas e sem perspectiva de cura.
Ao contrário do que muitos imaginam, os cuidados paliativos vão muito além do uso de medicamentos para aliviar sintomas. Eles envolvem um conjunto de ações que promovem o bem-estar físico, emocional, psicológico e espiritual, com o suporte de uma equipe multiprofissional treinada para atender não apenas o paciente, mas também seus familiares.
“O cuidado paliativo é, antes de tudo, um cuidado com o ser humano em sua totalidade. É garantir que a pessoa não seja reduzida à sua doença”, explica o médico Paulo Lincoln, que atua na unidade.

A equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e demais profissionais, atua de forma integrada, ouvindo, acolhendo e respeitando as necessidades e desejos de cada paciente.
Para a psicóloga hospitalar Liziana Albuquerque, o trabalho conjunto é fundamental. “Cada profissional contribui com sua escuta e olhar específico. Juntos, conseguimos oferecer um cuidado que vai além do físico e chega ao emocional e ao existencial”, destaca a psicóloga.
A atuação da assistência social também é essencial nesse processo. Segundo a assistente social Vânia Oliveira, o suporte às famílias é parte central da abordagem paliativa.
“Nosso papel é garantir que o paciente e seus entes queridos tenham acesso às informações, direitos e ao apoio necessário para atravessar esse momento com mais serenidade. Trabalhamos para fortalecer os vínculos, reduzir angústias e promover dignidade até o fim da vida”, relatou Vânia.
Já a fisioterapia, muitas vezes vista apenas como reabilitação física, também exerce um papel valioso na rotina dos cuidados paliativos. “O nosso foco é oferecer alívio de desconfortos, facilitar a respiração, melhorar o posicionamento no leito e permitir pequenos movimentos que tragam bem-estar e autonomia. Mesmo em estágios avançados da doença, o corpo ainda precisa ser cuidado com respeito e atenção”, afirma o fisioterapeuta Priscilla Silva, integrante da equipe do hospital. “Mais do que tratar, a fisioterapia em cuidados paliativos busca conforto e dignidade”.
No Hospital Ib Gatto, o acolhimento começa na porta de entrada. Do zelador ao médico, todos os colaboradores são sensibilizados para atuar com empatia e respeito. Cada gesto importa. Cada palavra tem valor. A escuta ativa, o toque humanizado e o olhar atento fazem parte da rotina de atendimento.

Além disso, a unidade tem investido fortemente na qualificação dos profissionais. Um importante parceiro nesse processo é o grupo de estudo acadêmico da UNIMA, coordenado pelo médico Paulo Lincoln e pelo acadêmico José Ernesto de Sousa.
“Conciliar o aprendizado da faculdade com a prática em um hospital humanizado tem sido transformador. Aqui aprendemos o verdadeiro sentido da empatia e da atuação integrada. Isso certamente fará diferença em nossa formação médica e na forma como cuidaremos de nossos futuros pacientes”, relata o acadêmico José Ernesto.
As melhorias também alcançam o espaço físico. As enfermarias destinadas aos pacientes em cuidados paliativos foram adaptadas para proporcionar tranquilidade e conforto, com estrutura acolhedora que respeita a individualidade e os momentos delicados vividos por pacientes e familiares.
“O acolhimento e a escuta são fundamentais. Nosso objetivo é que o paciente se sinta amparado, compreendido e valorizado em todas as suas dimensões”, afirma o médico Paulo Lincoln, que reafirma seu compromisso com a humanização do cuidado.
Com essa abordagem sensível e integrada, o Hospital Ib Gatto Falcão não apenas fortalece sua posição como referência em cuidados paliativos, mas também se consolida como um espaço onde a vida é celebrada e respeitada em todas as suas fases, com amor, dignidade e humanidade.


