Repórter: Neide Brandão
Fotos: Nataly Lopes /Gessica Serafim / Paula Farias

O Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, realizou na segunda-feira (30) um simpósio como parte da campanha “Setembro Verde”, que tem como objetivo conscientizar e incentivar a doação de órgãos. O encontro, que ocorreu no auditório do hospital, reuniu especialistas para abordar temas importantes sobre o processo de doação e transplante de órgãos.
A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, foi a primeira palestrante do evento e apresentou um panorama nacional e local sobre as estatísticas de doação de órgãos. Durante sua fala, Daniela ressaltou a importância do engajamento social: “A doação de órgãos salva vidas. Precisamos sensibilizar as famílias e fortalecer essa corrente de solidariedade. No último ano, Alagoas avançou significativamente nesse campo, mas ainda há muito a ser feito”, afirmou.
Dando continuidade ao evento, Rebeca Teixeira Costa, responsável pelo setor de Neurologia do Hospital Metropolitano, abordou o protocolo de morte encefálica, essencial no processo de doação de órgãos. “A morte encefálica é um diagnóstico técnico e preciso, que garante a segurança no processo de doação de órgãos. Precisamos, cada vez mais, capacitar nossos profissionais para lidar com essa situação de forma ética e responsável”, destacou a neurologista.
Além das palestras, a programação incluiu discussões sobre a atuação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), bem como sobre a manutenção do potencial doador, com a presença de especialistas da área.

Ação nas UTIs para sensibilização de familiares
Como parte da mesma campanha, na sexta-feira (27), as enfermeiras da CIHDOTT, Paula Farias e Géssica Serafim, realizaram uma ação de conscientização com os visitantes dos pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Metropolitano. Durante a abordagem, elas conversaram sobre a importância da doação de órgãos e tiraram dúvidas dos familiares.
“A ideia é humanizar o processo de doação e mostrar aos familiares que, mesmo em um momento difícil, é possível transformar uma perda em um gesto de amor e solidariedade”, explicou Paula Farias. Géssica Serafim complementou: “Essas conversas são fundamentais para que a doação de órgãos seja vista como um ato de esperança, tanto para quem espera, quanto para quem oferece essa chance de vida.”

O evento reforçou o compromisso do Hospital Metropolitano com a saúde e a solidariedade, promovendo um ambiente de conscientização e diálogo sobre a importância da doação de órgãos em Alagoas.


