Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Com a chegada do Outono, as temperaturas mais amenas reduzem a sensação de sede, e é justamente nesse cenário que surge um risco pouco percebido. A diminuição da ingestão de água, muitas vezes de forma involuntária, pode favorecer a desidratação, condição que pode evoluir rapidamente e levar à necessidade de atendimento de urgência, conforme alerta a médica Maíra Mota, que atua no do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão.
A profissional salienta que, mesmo sem calor intenso, o organismo continua necessitando de hidratação adequada para manter suas funções vitais. “A hidratação é essencial para o funcionamento dos rins, da circulação e para o controle da temperatura corporal. Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, o corpo começa a apresentar sinais que não devem ser ignorados”, explica Maíra Mota.
Os primeiros sintomas da desidratação podem ser leves, mas já indicam um desequilíbrio no organismo. Entre os principais estão:
· Boca seca e diminuição da sensação de sede
· Cansaço e fraqueza
· Dor de cabeça
· Tontura
· Urina escura e em menor volume
Em casos mais graves, podem surgir sinais de agravamento, como:
· Confusão mental
· Queda de pressão arterial
· Aumento dos batimentos cardíacos
· Desmaios
Nessas situações, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
Algumas populações exigem atenção redobrada, devido ao maior risco de desidratação:
· Idosos: apresentam menor percepção de sede
· Crianças: perdem líquidos com mais rapidez
· Pessoas com doenças crônicas: podem ter maior dificuldade de equilíbrio hídrico
“Nos idosos, a desidratação pode evoluir de forma silenciosa, sem sintomas evidentes. Já nas crianças, condições como febre, vômito e diarreia aceleram a perda de líquidos”, reforça a médica.
Durante o outono, o aumento de casos de gripes e viroses também contribui para a desidratação. Sintomas como febre, suor excessivo e redução do apetite intensificam a perda de líquidos, agravando o quadro clínico.
Prevenção: um cuidado simples e essencial
A prevenção da desidratação é simples, mas deve ser contínua no dia a dia. Entre as principais orientações estão:
· Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede
· Manter uma garrafa de água sempre por perto
· Estabelecer metas diárias de consumo
· Observar a coloração da urina (quanto mais clara, melhor)

A alimentação também desempenha papel importante. “Frutas, verduras e legumes ricos em água, como melancia, laranja e pepino, ajudam na hidratação. Outra recomendação é fracionar a ingestão de líquidos ao longo do dia”, orienta a nutricionista Luana Souza.
É fundamental buscar assistência de saúde diante de:
· Sintomas persistentes
· Sinais de agravamento
· Dificuldade para ingerir líquidos


