Repórter: José Arnaldo
Repórter Fotográfico: José Arnaldo

A Secretaria de Estado da Saúde (Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), e apoio do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), promoveu, nesta segunda (25) e terça-feira (26), um momento de aproximação territorial do Comitê Estadual de Equidade no âmbito da Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas.
Com o objetivo de qualificar o grupo, o momento contou com oficinas para apoiar a gestão e os membros no enfrentamento das iniquidades no trabalho no SUS, promovendo ações para tirar da invisibilidade as pessoas trabalhadoras negras, pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e a população LGBTQIAPN+ presente nos serviços de saúde.
As oficinas foram ministradas pela articuladora do Projeto Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), a Psicóloga Quilombola, o̩mo̩ obìnrin de Oyá, Charlene da Costa Bandeira. Para Charlene, o momento já trouxe boas reflexões e resultados positivos, como o espaço com acessibilidade para os membros do comitê.
“Essa etapa é muito importante para que os membros consigam, a partir da Educação Permanente, entender o seu papel, o seu lugar e como eles vão atuar dentro do comitê para dar apoio na construção de políticas públicas. Precisamos olhar para a valorização dessas trabalhadoras a partir de raça, gênero, etnia, de pessoas com deficiências, para construir essas políticas. Então, esse comitê é extremamente importante em todas as áreas da saúde”, explica Charlene.
Com o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (SECDEF), a oficina contou com a presença de intérpretes de libras, possibilitando acessibilidade na discussão da temática para os participantes. O comitê é intersetorial e de caráter consultivo e propositivo e visa construir processos de equidade, promovendo cursos, oficinas, escutas ativas e rodas de conversa.
Enfrentando, também, as diversas formas de assédio e violência relacionadas ao trabalho, o programa visa garantir ações de promoção e reabilitação da saúde mental das trabalhadoras e de processos de educação permanente em saúde na área de equidade, garantir espaços protegidos e ambientes humanizados para acolher demandas de iniquidades.
“O Comitê em Alagoas tem uma formação interessante, muito diversa e potente, visto que temos a presença da universidade, trabalhadores e gestores, além de representantes dos movimentos sociais. Nosso objetivo é colocar essas vozes em diálogo para olhar para a Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, que é o tema do comitê. O projeto vem para apoiar a construção dessa identidade e desenvolver um plano de ação para que ele possa realizar ações que mudem o cenário local”, conta Lara Paixão, consultora geral do projeto pelo HAOC.

Pioneirismo
Alagoas foi o primeiro Estado do país a instalar o Comitê Estadual de Equidade no Âmbito da Gestão do Trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa partiu do Governo do Estado de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A iniciativa surgiu com a criação do grupo de trabalho formado a partir das propostas do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fomentado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde (MS), o programa busca promover o enfrentamento às desigualdades dentro da rede que atende o SUS, com a redução das iniquidades de gênero, raça, etnia e deficiência nas relações de trabalho.


