Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo, mas a maioria dos casos pode ser evitada com medidas simples adotadas no dia a dia. No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, unidade porta aberta para atendimentos de urgência e emergência, a prevenção é parte essencial da assistência e está presente nas orientações repassadas aos pacientes desde o primeiro atendimento. A nutricionista e especialista em alimentos, Luana Souza, em conjunto com a equipe de clínica geral, destaca que a alimentação equilibrada é um dos principais pilares para a proteção do coração e a promoção da qualidade de vida.
De acordo com o Ministério da Saúde, priorizar alimentos in natura ou minimamente processados é fundamental para reduzir o risco de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos. Em contrapartida, o consumo excessivo de sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados está diretamente associado ao aumento do risco cardiovascular.
A nutricionista Luana Souza explica que uma alimentação cardioprotetora auxilia no controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol, da glicemia e do peso corporal, fatores determinantes para prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “Pequenas mudanças na alimentação, como aumentar o consumo de frutas, verduras e reduzir alimentos industrializados, já trazem impactos significativos na saúde do coração”, afirma.
Entre os alimentos recomendados para o dia a dia estão frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, peixes ricos em ômega-3, oleaginosas e azeite de oliva. Esses itens contribuem para reduzir processos inflamatórios, melhorar a circulação sanguínea e manter os níveis de colesterol sob controle.
Por outro lado, é fundamental reduzir ou evitar alimentos ultraprocessados, embutidos, frituras, refrigerantes, excesso de sal, gorduras trans e produtos ricos em açúcar. O consumo frequente desses itens está relacionado ao aumento da pressão arterial, obesidade e alterações metabólicas que elevam o risco de doenças do coração.
A médica generalista Maíra Mota, reforça que a prevenção vai além da alimentação. “Manter uma rotina com atividade física regular, controlar o peso, evitar o tabagismo, reduzir o estresse e acompanhar regularmente a pressão arterial e os níveis de colesterol são medidas essenciais para prevenir doenças cardiovasculares”, orienta.
Outro ponto de atenção é a circunferência da cintura, considerada um importante indicador de risco cardiovascular. O acúmulo de gordura abdominal está associado ao desenvolvimento de hipertensão, diabetes e dislipidemias. Em mulheres, medidas acima de 80 cm já indicam risco aumentado, enquanto acima de 88 cm representam risco elevado. Para os homens, valores acima de 94 cm indicam risco aumentado e acima de 102 cm, risco elevado.


