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Nutricionista do Hospital Ib Gatto Falcão alerta para a importância da prevenção da obesidade infantil

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Repórter: Maju Silva / Ascom Ib Gatto Falcão
Fotos:
Pedro Júnior / Ascom Ib Gatto Falcão

Orientação é para não consumir alimentos processados

A obesidade infantil é, atualmente, uma das maiores preocupações em saúde pública no Brasil e no mundo. Estima-se que mais de 340 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos estejam com excesso de peso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os números também são alarmantes: 1 em cada 3 crianças brasileiras apresenta sobrepeso ou obesidade, de acordo com o Ministério da Saúde.

Diante desse cenário, a nutricionista Luana Souza, do Hospital Ib Gatto Falcão, faz um alerta no Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, celebrado em 3 de junho. A data é fundamental para promover informação, diálogo e mobilização social em torno da prevenção e combate à obesidade infantil.

O que é obesidade infantil?

De acordo com Luana Souza, a obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, o que compromete a saúde e o desenvolvimento da criança. Mais do que uma questão estética, trata-se de uma doença crônica multifatorial, influenciada por fatores genéticos, comportamentais, ambientais e sociais.

“É essencial entender que a obesidade infantil não é culpa da criança. Ela é resultado de um conjunto de fatores e, por isso, o enfrentamento deve envolver família, escola, profissionais da saúde e políticas públicas eficazes”, ressalta a nutricionista Luana Souza.

A nutricionista Luana Souza, a obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, o que compromete a saúde e o desenvolvimento da criança

Principais fatores de risco

Entre os principais fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil estão:

  • Alimentação inadequada, com alto consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras e sódio;
  • Sedentarismo e excesso de tempo em frente a telas (TV, celular, tablets);
  • Falta de rotina alimentar e ausência de refeições em família;
  • Desinformação sobre práticas alimentares saudáveis;
  • Influência do marketing de alimentos direcionado ao público infantil.

Riscos para a saúde da criança

A obesidade infantil está associada a uma série de complicações de saúde, como:

  • Diabetes tipo 2
  • Hipertensão arterial
  • Colesterol e triglicerídeos elevados (dislipidemias)
  • Apneia do sono
  • Problemas ortopédicos
  • Transtornos emocionais, como baixa autoestima, ansiedade e depressão

Além disso, crianças obesas têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos, aumentando o risco de doenças crônicas ao longo da vida.

Uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas de qualidade é essencial para o crescimento saudável

Alimentação saudável desde cedo

Para Luana Souza, a alimentação saudável na infância é a principal ferramenta de prevenção contra a obesidade. Ela deve ser colorida, variada e equilibrada, priorizando alimentos in natura e minimamente processados.

“Uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas de qualidade é essencial para o crescimento saudável. Envolver as crianças na preparação das refeições e incentivar o consumo consciente pode transformar a relação delas com a comida”, orienta a nutricionista.

Pequenas atitudes no dia a dia, como cozinhar mais em casa, reduzir o consumo de doces e refrigerantes, e compartilhar as refeições em família, já fazem grande diferença.

Prevenção: um compromisso coletivo

A boa notícia é que a obesidade infantil pode ser prevenida e revertida com mudanças de hábitos e apoio adequado. Para isso, é essencial o envolvimento de todos os agentes que cercam a criança:

  • Família: o exemplo dos pais é determinante. Refeições em família e uma rotina saudável são práticas educativas poderosas.
  • Escola: deve promover educação alimentar, oferecer refeições balanceadas e incentivar a prática de atividades físicas.
  • Profissionais de saúde: nutricionistas, pediatras, psicólogos e educadores físicos têm papel essencial no diagnóstico, orientação e acompanhamento.
  • Sociedade e governo: políticas públicas como a regulação da publicidade infantil, rotulagem clara dos alimentos e programas de alimentação escolar são cruciais para criar ambientes mais saudáveis.

Promover saúde é um ato de amor

No Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, é tempo de refletir e agir. Garantir que nossas crianças cresçam com mais saúde, alegria e qualidade de vida é uma responsabilidade que deve ser compartilhada por todos.

“Cuidar da alimentação infantil é um ato de amor e responsabilidade. Precisamos transformar o ambiente alimentar das nossas crianças para que elas tenham um futuro mais saudável e feliz”, conclui Luana Souza.

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