Repórter: Neide Brandão
Repórter Fotográfico: Neide Brandão

O Mês de Março é conhecido pela cor Azul em conscientização ao câncer colorretal. No Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, os pacientes do ambulatório receberam orientações sobre a doença durante todo o mês. A campanha alertou para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal, uma doença caracterizada por tumores que acometem o intestino grosso, principalmente nas regiões chamadas de cólon e reto (final do intestino).
De acordo com o médico Fábio Marinho, gastroenterologista e endoscopista do HMA, quando prevenida e diagnosticada precocemente, as chances de cura atingem mais de 90%. “Este tipo de câncer é formado a partir de pólipos intestinais, ou seja, lesões benignas que, se não forem detectadas e tratadas, podem levar ao surgimento da doença.
Entre os fatores de risco associados estão uma dieta pobre em fibras, ou seja, deficitária em frutas, legumes e verduras, o consumo de carnes processadas, tabagismo, bebida alcoólica em excesso, sedentarismo e histórico familiar”, disse o especialista.

Entre os sintomas, as pessoas podem apresentar sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, como diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia. A perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes – muito finas e compridas – e massa abdominal também são as características do câncer colorretal.
“O diagnóstico pode ser feito por meio de exames clínico, laboratorial, endoscópico ou radiológico. O rastreamento da doença é realizado através de exames de pesquisa de sangue nas fezes ou de colonoscopia, que realizamos no Hospital Metropolitano de Alagoas”, explicou o médico Fábio Marinho.
O câncer colorretal é considerado o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ocorrendo em mais de 45 mil pessoas todos os anos no país. Para o especialista, hábitos saudáveis simples podem evitar a doença, como ter alimentação variada, exercitar-se regularmente, beber bastante água por dia, reduzir o consumo de carnes vermelhas, manter o peso adequado e não consumir bebidas alcoólicas em excesso e nem fumar.

A médica Joanny Barbosa, também gastroenterologista e uma das responsáveis pelas atividades no Ambulatório do HMA durante o mês, especificou que várias ações foram feitas a nível nacional e estadual pelas Sociedades de Endoscopia, Federação Brasileira de Gastroenterologia e Sociedade Alagoana de Gastroenterologia.
“Não poderíamos ficar de fora como unidade hospitalar que preza pela vida de seus pacientes. Nossas ações foram simples, mas, educativas, orientando a população que estava no Ambulatório sobre a importância dos sinais e sintomas e os fatores de risco para se prevenir”, frisou.
Ela especificou que foram realizadas palestras todas as quartas-feiras do mês, com os pacientes da gastroenterologia e das outras especialidades. Com isso, foi oportunizado que os pacientes tirassem suas dúvidas e fizessem perguntas aos profissionais da área, seja em público ou reservadamente.


