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Quase 300 hemofílicos têm acesso a assistência integral do Hemocentro de Alagoas

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Repórter: Josenildo Törres / Ascom Sesau
Repórteres Fotográfica: Marco Antônio e Olival Santos / Ascom Hemoal

A Hemofilia é caracterizada por um distúrbio genético e hereditário, que afeta a coagulação do sangue
_FOTO_Marco Antônio

Referência no Estado para o diagnóstico e tratamento da Hemofilia – cujo Dia Mundial ocorre nesta sexta-feira (17) -, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) assegura assistência integral a 298 pessoas acometidas pela doença, caracterizada como um distúrbio genético e hereditário, que afeta a coagulação do sangue. O órgão conta com uma equipe multidisciplinar formada por hematologistas, enfermeiros, odontólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da enfermagem e de apoio.

O atendimento ocorre em Arapiraca, na Unidade Eldorado, e em Maceió, nas unidades Via Expressa e Trapiche, onde o Hemoal dispõe de estrutura e equipes para garantir o atendimento ambulatorial e emergencial. Isso porque, a Hemofilia tem como principal sintoma o sangramento, seja dentro dos músculos, na pele, nariz ou gengiva, provocado por algum machucado ou sem razão aparente. 

A diretora do Hemoal, a hematologista Verônica Guedes destaca que, graças a equipe extremamente comprometida e altamente capacitada, o órgão é referência no tratamento de pacientes com Hemofilia
_FOTO_Olival Santos

Diante deste quadro, os pacientes acometidos por Hemofilia passam por consultas eletivas, visando fazer o acompanhamento do quadro clínico apresentado, bem como recebem assistência de outros profissionais, como fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e odontólogo. Simultaneamente, o Hemoal também conta com plantão diário, com escala 24 horas, para atender casos emergenciais, no caso das hemorragias. 

“Somos referência nacional na assistência a pacientes com doenças hematológicas e, entre elas, está a Hemofilia. Graças a uma equipe extremamente comprometida e altamente capacitada, garantimos o atendimento interdisciplinar, possibilitando uma assistência de forma integral a 253 pacientes com Hemofilia A e a 45 com Hemofilia B”, explica a diretora do Hemoal, a hematologista Verônica Guedes.

Portador de Hemofilia, Guilherme Rodrigues destacou a importância do tratamento oferecido pelo Hemoal
_FOTO_Marco Antônio

Beneficiado

Portador de Hemofilia, o jovem maceioense Guilherme Rodrigues, de 27 anos, é um dos pacientes assistidos pelo Hemoal, desde que tinha poucos meses de vida. Ele possui a deficiência do Fator VIII e, mesmo diante da doença – que não tem cura – ele não se abate, enfrenta o tratamento e consegue ter uma vida social. 

“O Hemoal faz parte da história de todo alagoano que é hemofílico. É no Hemocentro de Alagoas que recebemos o diagnóstico é temos uma equipe hiper dedicada e competente para nos acompanhar ao longo de nossa vida, nos acompanhando, minimizando nossas dores e nos incentivando a viver da melhor forma possível”, ressalta Guilherme Rodrigues.

hematologista do Hemoal, Ismair Oliveira, explica que a Hemofilia pode ser do tipo A, quando a 
deficiência do fator de coagulação é o VIII, ou do tipo B, quando há deficiência do fator IX

_FOTO_Divulgação

Diagnóstico e Tratamento

Conforme o hematologista do Hemoal, Ismair Oliveira, a Hemofilia geralmente já se manifesta nos primeiros anos de vida, principalmente quando a criança começa a engatinhar e andar. É neste momento que surgem as manchas roxas, principalmente nos membros inferiores, devido ao contato com o chão e obstáculos. 

“É neste momento que os pais devem ficar atentos, até porque fechar o diagnóstico da Hemofilia é complexo e o paciente tem que passar por consultas, exames clínicos e laboratoriais. É importante ressaltar que a maioria dos casos acomete os homens, devido a mutação que causa a doença está localizada no cromossomo X”, explica o hematologista do Hemoal.

Ismair Oliveira ressalta que a Hemofilia pode ser do tipo A, quando a deficiência do fator de coagulação é o VIII, ou do tipo B, quando há deficiência do fator IX. “Por isso, durante o tratamento dos pacientes, fazemos a reposição do fator anti-hemofílico e o paciente com Hemofilia A recebe o fator VIII, enquanto a pessoa acometida pela Hemofilia B recebe o fator IX”, esclarece o especialista do hemocentro alagoano.

Atualizada em:

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