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Rigor no fluxo de pacientes destinados ao HGE gera resultados benefícios ao cidadão

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Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfico: Thallysson Alves

Renatta está internada e se recupera de possível quadro de vasculite de Churg Strauss

“Quando cheguei ao HGE [Hospital Geral do Estado] parecia que só estavam me esperando”. Esse é o relato da supervisora de vendas Renatta Avelino, de 33 anos, ao recordar sobre a sua chegada à maior unidade hospitalar pública do Estado, no dia 2 de março. Essa atenção, na visão dela, foi decisiva para a melhora do seu quadro de saúde e a surpreendeu, pois, quando estudante de Enfermagem, anos atrás, cumpriu estágio na unidade e enfrentou uma realidade diferente.

À época, ela recorda que a principal unidade de Urgência e Emergência de Alagoas parecia ser a única que atendia os doentes dos 102 municípios alagoanos. Ela conta que eram muitas pessoas para administrar medicações, fazer curativos, cumprir com as orientações apresentadas nas prescrições. Ao mesmo tempo precisava se mostrar acolhedora, demonstrar a sua professora que sabia pôr em prática tudo o que havia aprendido em sala de aula.

“Foi muito difícil, e isso até me deu certa repulsa com a área e busquei trabalhar com outra coisa. Então, agora que fiquei doente, imaginei que iria encontrar aquele HGE do passado, cheio de gente precisando de cuidados. Não foi assim. Vi uma nova dinâmica na organização da unidade hospitalar, não só com relação ao fluxo de pacientes, como no modo de assistência da equipe multidisciplinar. Tanto que, quando estava na tomografia, fui informada sobre o leito que iria ocupar”, disse a paciente, que estava acompanhada de sua mãe. 

Antes de chegar ao HGE, Renatta buscou atendimento em uma UPA, onde também recebeu o atendimento que precisou

Segundo a médica Kalyne Moraes, a paciente Renatta Avelino chegou ao HGE com febre, petéquias (pequenos pontos vermelhos, roxas ou marrons que, normalmente, surgem agrupados, como resultado de pequeno sangramento sob a pele ou mucosas) e dormência nas pernas. Após os exames, o Núcleo Interno de Regulação (NIR) encontrou o melhor setor para o internamento, conforme os sintomas de sua patologia.

“A suspeita é de um quadro de vasculite de Churg Strauss [sistêmica primária, rara, que afeta vasos de pequeno calibre e frequente em indivíduos com história de asma e rinite alérgica], devido ao antecedente de asma de difícil controle e de pólipos nasais. Nesse momento, a paciente está sendo  acompanhada e com uma evolução muito boa. Estamos felizes com a melhora do quadro e esperamos que ela receba alta hospitalar em breve”, compartilhou a médica.

Antes de ser transferida ao HGE, a supervisora de vendas procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que realizou a primeira avaliação. Com esse estudo inicial, a equipe pôde encaminhar para a Central de Regulação de Leitos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) a necessidade assistencial de Renatta, que foi regulada para o hospital com perfil para melhor tratar a sua doença.

“Na UPA eu tive um atendimento rápido, porque eles agilizaram tudo e me medicaram. Quando cheguei aqui no HGE fui levada logo à triagem, fiz exames de imagem e via todo o tempo a equipe empenhada em descobrir o que tenho. A sensação que eu tive era de que tudo estava pronto para mim. Senti muita tranquilidade e confiança com todos os esclarecimentos que eram dados”, relatou Renatta Avelino, que continua internada na Área Verde.

Renatta recebe o carinho e a atenção da mãe durante todo o tempo de internação

Desde fevereiro, o Governo de Alagoas determinou que o HGE deve priorizar os casos de urgência e emergência de média e alta complexidade, acolhendo os pacientes com risco de morte iminente, com dor forte no peito, dificuldade respiratória, intoxicação, sangue no vômito, na urina ou nas fezes, grave reação alérgica, febre alta permanente e convulsões. Também devem ser assistidos os pacientes com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou que tenham sofrido queimaduras.

“Essa prioridade tem nos ajudado a administrar e destinar os nossos 357 leitos, habilitados pelo Ministério da Saúde, com mais eficiência. A Central de Regulação de Leitos da Sesau funciona 24 horas por dia, de domingo a domingo, e nos comunica sobre o perfil de paciente que será trazido. Desse modo, a nossa equipe multidisciplinar se prepara melhor, viabiliza condições para o acolhimento digno e humanizado que o alagoano dependente dos nossos serviços de referência do SUS [Sistema Único de Saúde] merece”, pontua o diretor do HGE, Fernando Melro.

Para o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, a atual gestão da Sesau tem realizado intervenções pontuais no HGE para qualificar o atendimento aos usuários. “Por meio de um trabalho integrado entre a triagem na unidade e a Central de Regulação de Leitos, conseguimos assegurar que somente os pacientes com perfil da unidade possam ser admitidos. Com isso, o atendimento é qualificado”, salientou o gestor.  

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