Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfica: Juliete Bezerra

Os servidores do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, promoveram uma ação de conscientização sobre a importância da mudança de decúbito de pacientes acamados por longa permanência. É que o prolongamento da mesma posição na cama pode causar lesões por pressão, um agravante no tratamento, visto que, além de todo o dano físico, o risco de desenvolver novas infecções cresce ainda mais.
Este evento adverso pode ser evitado com medidas simples, onde a principal é o reposicionamento do indivíduo, mudando o corpo de posição ou aliviar os pontos de pressão. A redução do risco de lesões por pressão é uma das seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente e uma das prioridades do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para a segurança do paciente.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, o treinamento periódico dos servidores, principalmente da equipe multidisciplinar da Rede Hospitalar do Estado, é um dos focos da atual gestão da Sesau. “A capacitação sistemática dos profissionais é fundamental, principalmente da equipe que atua no HGE, o maior hospital público de Alagoas e que atende pacientes com quadros clínicos extremamente graves. Parabenizo os servidores pela busca do conhecimento e aos gestores da unidade hospitalar pela compreensão de que a formação continuada é imprescindível para um atendimento qualificado, principalmente quando se capacita o servidor sobre um tema tão importante quanto as lesões de pressão”, ressaltou.

“A lesão por pressão acontece na pele, em regiões de proeminências ósseas, ou devido ao uso de algum dispositivo, em pessoas que têm algum grau de limitação de movimentação na cama, na cadeira ou outra superfície, e por ficarem muito tempo na mesma posição com pressão aumentada ou elevada em determinada região, onde acaba se desenvolvendo a lesão por pressão. Ela já foi chamada de escara, úlcera de decúbito e úlcera de pressão. O nome atual é lesão por pressão, pois nem todas têm a aparência de uma ferida”, explicou Rosário Albuquerque, coordenadora do Serviço de Atenção à Feridas (SAF) do HGE.
Durante a ação, os profissionais puderam entender como e quando o reposicionamento deve acontecer, além de receber uma demonstração de produtos e coberturas que aliviam a pressão. Também foi convidado um dos presentes a se manter em uma mesma posição por alguns minutos, sem qualquer tipo de mudança. Em seguida, o mesmo foi convidado a partilhar sobre o que sentiu e, assim, todos puderam compreender, ainda mais, sobre o incômodo sentido pelo paciente que não recebe esse tipo de atenção.

“Como coordenadora de Enfermagem e ser humano, eu achei essa atividade muito importante, pois contribui com o sucesso dos serviços que realizamos e diminui o tempo desses pacientes no hospital. A lesão por pressão causa muito sofrimento para o paciente, para os seus familiares e para os profissionais que tratam a lesão; além de ser um risco de óbito por infecção”, pontuou a enfermeira Rosângela Cavalcante.
No HGE, a ação “Vire de lado e evite a pressão” objetivou oportunizar o diálogo sobre o tema com os profissionais. Ela contou com o apoio multidisciplinar e a integração da Gerência do maior hospital de urgência e emergência de Alagoas. Vale recordar que a unidade também é referência na atenção e tratamento de lesões cutâneas de diversas etiologias de Média e Alta Complexidade, inclusive queimados.
“É uma ação muito oportuna e que também ajuda na gestão de leitos, de equipamentos e de insumos. Um paciente internado por mais tempo ocupa o leito de outro que também precisa de assistência. Quando não conseguimos recuperar a saúde desse doente com agilidade, nós aumentamos o número de internos e isso prejudica os serviços e a disponibilização dos materiais necessários. Por isso é muito importante que todos se engajem na nossa missão de salvar vidas com qualidade e agilidade”, observou o gerente do HGE, o médico Paulo Teixeira.


