Repórter: Ruana Padilha / Ascom Sesau
Repórter Fotográfico: Olival Santos / Ascom Sesau

Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Supervisão de Cuidados da Mulher, Criança e Adolescente (Sumca) e Rede Alyne, o Fórum Perinatal deste mês, realizado nesta quinta-feira (18), discutiu a atenção às gestantes de alto risco e a importância da utilização correta da Caderneta da Gestante. O encontro reuniu profissionais de saúde da Rede de Saúde Pública de Alagoas e aconteceu no auditório do Centro Universitário Unima, no bairro Cruz das Almas, em Maceió.
O Fórum Perinatal é uma estratégia da Rede Alyne, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, cujo intuito é promover o diálogo entre diferentes áreas da assistência à saúde materna e infantil. Para isso é evidenciada a importância da atuação integrada entre equipes multiprofissionais no cuidado à mulher, desde o pré-natal até o puerpério.
Nesta edição, a programação do evento contou com as palestras “Fluxo Hospitalar do Pré-Natal de Alto Risco: fortalecendo a linha de cuidado” ministrado pelo médico Telmo Henrique de Lima. Já o tema “Caderneta da Gestante: orientações, registros e corresponsabilização no cuidado” foi abordado pelo enfermeiro obstétrico Laelson Teodoro. E a enfermeira Jéssica Machado tratou do tema “Instrumento de Estratificação de Risco Gestacional: estratificar para cuidar na atenção à gestante”.
A assessora técnica da Rede Alyne em Alagoas, Aline Vanderlei, destacou que o Fórum Perinatal fortalece e atualiza os profissionais que atuam na Rede Materna e Infantil do Estado. “O encontro constrói um importante espaço para atualização de conhecimentos e compartilhamento de experiências. Ele também representa um mecanismo para o fortalecimento da integração entre os profissionais da Atenção Primária, da Atenção Especializada e da Rede Hospitalar de Saúde Pública”, pontuou.

O médico obstetra Telmo Henrique de Lima enfatizou a importância do acompanhamento gestacional, especialmente entre as gestantes de alto risco. Segundo ele, o pré-natal é fundamental para identificar precocemente possíveis complicações e garantir que cada paciente receba a assistência adequada, contribuindo para a redução de riscos para a mãe e o bebê. “Estamos aqui para qualificar todos os profissionais que lidam com o pré-natal de baixo risco a realizar uma boa triagem e encaminhar às paciente de risco as unidades adequadas quando necessário”, pontuou.
Outro palestrante do evento, o enfermeiro obstétrico Laelson Teodoro, chamou a atenção para o uso da Caderneta da Gestante como instrumento de compartilhamento do cuidado e de fortalecimento da assistência pré-natal. “A caderneta da gestante se tornou instrumento de compartilhamento de cuidado, é importante o preenchimento adequado, às orientações que devem ser passadas. As gestantes possuem o documento em mãos e também em seus aparelhos celulares que vai funcionar como mecanismo jurídico, para respaldo da paciente”, ressaltou.

De acordo com a enfermeira Jéssica Machado, palestrante do Fórum Perinatal, a estratificação do risco gestacional é uma ferramenta fundamental para identificar precocemente possíveis complicações e garantir o encaminhamento adequado das gestantes aos serviços especializados. “Mais do que um formulário a ser preenchido, a estratificação do risco gestacional representa um momento oportuno para avaliarmos as necessidades de cada paciente, classificarmos corretamente os riscos e assegurarmos o encaminhamento adequado. Esse processo contribui diretamente para a redução da mortalidade materna e infantil”, explicou.


