Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Repórter Fotográfico: Olival Santos / Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) realizou, nesta segunda-feira (12), no Ministério Público Estadual (MP-AL), em Maceió, uma reunião com representantes da III Região de Saúde, Ministério da Saúde e Defensoria Pública do Estado (DPE), para discutir as internações involuntárias e compulsórias e o fortalecimento da política de saúde mental em Alagoas. O objetivo foi alinhar estratégias entre os municípios e os órgãos de Justiça para ampliar e qualificar o atendimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Estado. A iniciativa marca o mês de maio, símbolo da luta antimanicomial no Brasil.
A supervisora da Atenção Psicossocial da Sesau, Tereza Cristina, destacou a importância do diálogo entre os entes públicos para fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial. “Estamos aqui hoje em uma reunião de apoio institucional à terceira região de saúde. Essas reuniões acontecem mensalmente e hoje estamos discutindo, junto com o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública Estadual, a questão dos internamentos involuntários e compulsórios. Essa é uma demanda que chega muito dos municípios, por isso precisamos esclarecer e alinhar as estratégias para ampliar a Rede de Atenção Psicossocial em Alagoas”, explicou.

A assessora técnica da III Região de Saúde na supervisão de atenção psicossocial da Sesau, Marina Xavier, ressaltou o caráter simbólico do encontro, realizado durante o mês da luta antimanicomial. “Essa reunião é um marco super importante onde vamos discutir sobre internações involuntárias, leitos de saúde mental, sobre o cuidado, ainda mais no mês de maio, que é um mês de luta antimanicomial. Que consigamos, a partir daqui, criar caminhos e estratégias para esse cuidado”, afirmou.
A construção coletiva de soluções e o alinhamento entre os diversos níveis de gestão da saúde e do sistema de justiça foram pontos centrais do encontro. A Sesau reforçou que continuará promovendo espaços de escuta e articulação entre os territórios para garantir um cuidado mais humanizado, eficiente e alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da reforma psiquiátrica.

“Essa reunião tem uma importância estratégica fundamental, pois reúne atores centrais na construção de políticas públicas de saúde mental mais eficazes. Ao integrar a Defensoria Pública, o Ministério Público, secretários e coordenadores de saúde mental, fortalece-se o compromisso intersetorial com o processo de desinstitucionalização, reafirmando o direito das pessoas com sofrimento psíquico a serem cuidadas em liberdade, com dignidade e dentro do seu território. Esse diálogo qualifica a articulação entre o sistema de justiça e a rede de atenção psicossocial, promovendo a construção de estratégias concretas de cuidado em liberdade. Trata-se de um passo essencial para garantir que o cuidado em saúde mental seja não apenas uma política de governo, mas um compromisso coletivo”, frisou o secretário de Saúde de União dos Palmares, Petrúcio Wanderley.


