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Hospital de Emergência do Agreste encerra programação do Janeiro Branco com ação sobre saúde mental

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Repórter: Tony Medeiros
Repórter fotográfico: Pedro Torres

A Sala de Espera especial sobre o Janeiro Branco reuniu profissionais do Hospital de Emergência e também do Ambulatório de Saúde Mental da Prefeitura de Arapiraca

O Hospital de Emergência do Agreste (HEA) encerrou a programação do Janeiro Branco com uma atividade especial voltada para a conscientização sobre saúde mental. O HEA recebeu profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da Prefeitura de Arapiraca para uma edição do projeto Sala de Espera, iniciativa que leva informação e acolhimento a pacientes e acompanhantes na maior unidade hospitalar pública do interior de Alagoas.

A coordenadora da RAPS, Amanda Marinho, ressaltou a importância do momento para ampliar o acesso à informação e desmistificar o cuidado com a saúde mental. “Muitas pessoas priorizam a saúde física e deixam de lado a mental. Estas ações são fundamentais para orientar sobre onde buscar atendimento e reforçar que cuidar da mente também é essencial”, destacou.

Acompanhantes e familiares de pacientes à espera da hora da visita puderam acompanhar explicações sobre saúde mental

O psicólogo Thiago Celmir, do Ambulatório de Saúde Mental, enfatizou que o hospital atende pacientes em sofrimento emocional, incluindo aqueles que tentaram contra a própria vida. “É importante trazer esse debate para dentro do hospital. Aqui, além das questões físicas, os profissionais lidam com pessoas em sofrimento psíquico, sejam pacientes ou familiares. A informação pode ser um passo essencial para que essas pessoas procurem ajuda”, afirmou.

A assistente social Lucivânia Machado, que atua tanto no HEA quanto no Ambulatório de Saúde Mental, explicou que o hospital tem buscado fortalecer a rede de apoio para acolher melhor quem chega à instituição. “Recebemos diariamente pessoas em situação de vulnerabilidade emocional. Muitas vezes, além do paciente, o acompanhante também precisa de suporte. Esse trabalho conjunto com a RAPS é essencial para ampliar o atendimento e oferecer um cuidado mais completo”, explicou.

A psicóloga Emanuela Ferro, que trabalha no HEA, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre o tema. “A saúde mental precisa ser trabalhada todos os dias. A pandemia agravou casos de ansiedade e depressão, e o impacto disso ainda é muito forte. A informação e o acolhimento fazem toda a diferença”, disse.

Sala de Espera do HEA tem se tornado um espaço de acolhimento e orientação

Onde buscar atendimento em Arapiraca

Os profissionais da RAPS explicaram como funciona a rede de atendimento no município:

– Casos leves (ansiedade, irritabilidade): o primeiro atendimento é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que encaminham para outros serviços, se necessário.

– Casos moderados: o atendimento ocorre no Ambulatório de Saúde Mental, com encaminhamento da UBS e marcação via sistema de regulação.

– Casos graves e dependência química: o atendimento é feito nos CAPS Nise da Silveira e CAPS AD. Este último funciona de portas abertas das 8h às 17h, atendendo pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas.

O Sala de Espera já faz parte das ações do HEA e tem se fortalecido como um espaço de acolhimento e orientação.

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