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Especialista do Hospital Ib Gatto Falcão explica o fluxo de atendimento em Unidades de Urgência e Emergência

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

O atendimento em unidades de urgência e emergência segue um fluxo estruturado para garantir assistência adequada e priorizar os casos mais graves

Localizado no município de Rio Largo, o Hospital Geral Ib Gatto Falcão é uma unidade de porta aberta para Urgência e Emergência, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Devido à alta demanda, a coordenadora de enfermagem, Eneida Cristina, explica como funciona o fluxo de atendimento na unidade.

O atendimento em unidades de urgência e emergência segue um fluxo estruturado para garantir assistência adequada e priorizar os casos mais graves. Esse processo tem como objetivo otimizar os recursos disponíveis e oferecer um atendimento ágil e eficiente.

Inicialmente, o paciente passa por uma avaliação realizada por um enfermeiro capacitado, que utiliza um protocolo de classificação de risco. Esse protocolo determina a prioridade do atendimento com base na gravidade do quadro clínico, e não na ordem de chegada.

“Todo paciente precisa ser avaliado por um profissional treinado, que segue protocolos rigorosos e padronizados. Essa avaliação é essencial para definir a classificação de risco, a gravidade do caso e a prioridade de atendimento. Esse sistema permite salvar vidas ao garantir que os casos mais graves sejam atendidos com urgência”, esclarece Eneida Cristina.

Após essa etapa, o paciente é recepcionado por profissionais responsáveis pelo cadastramento e identificação, momento em que são coletados dados pessoais.

O atendimento ocorre por meio de classificação de risco, que é avaliado pelas cores vemelho, amarelo e verde

Classificação de Risco

A classificação de risco segue um sistema de cores, definido da seguinte forma:

·         Vermelho – Emergência: Atendimento imediato.

·         Amarelo – Urgência: Atendimento rápido, mas sem risco iminente de vida.

·         Verde – Pouca urgência: Atendimento que pode aguardar.

Com base nessa classificação, o paciente é encaminhado para atendimento médico. Casos graves são tratados imediatamente, enquanto os menos urgentes aguardam conforme a disponibilidade da equipe. O médico realiza a anamnese, exame físico e, se necessário, irá solicitar exames complementares para definir o diagnóstico e a conduta a ser adotada.

Durante a triagem, a enfermeira Flávia Grigório reforça a importância desse processo. “Sabemos que, em momentos de urgência, todos querem ser atendidos rapidamente, mas é essencial respeitar a classificação de risco. Nosso objetivo é garantir que aqueles que estão em situação crítica tenham prioridade, enquanto os casos menos urgentes recebem atendimento dentro do tempo adequado”, ressalta Flávia.

Dependendo do caso, o paciente pode ser direcionado para exames laboratoriais, de imagem ou outros procedimentos. Com base nos resultados, o tratamento pode incluir:

·         Alta com orientações e, se necessário, prescrição medicamentosa;

·         Encaminhamento para uma Unidade Básica de Saúde para acompanhamento;

·         Internação para tratamento contínuo e monitoramento;

·         Transferência para um hospital de maior complexidade, caso a unidade não disponha dos recursos necessários.

A coordenadora de Enfermagem do Hospital Ib Gatto Falcão, Eneida Cristina

Alta
Antes da alta, o paciente passa por uma reavaliação e recebe informações detalhadas sobre o tratamento, sinais de alerta para retorno e encaminhamentos se necessários. O fluxo de atendimento em unidades de urgência e emergência é essencial para garantir um atendimento eficiente e seguro. A aplicação da classificação de risco permite priorizar os pacientes conforme a gravidade, reduzindo o tempo de resposta para casos críticos e otimizando o uso dos recursos de saúde. Esse sistema assegura que aqueles que mais necessitam de assistência recebam atendimento prioritário, promovendo um cuidado adequado e humanizado.

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