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Ação inédita para incentivar a doação de órgãos é lançada pelo Ministério da Saúde

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Ascom Sesau com Ministério da Saúde
Foto: Carla Cleto / Ascom Sesau

Nos primeiros nove meses deste ano Alagoas realizou 119 transplantes de órgãos

A doação de órgãos e tecidos ganhou um novo reforço em 2025. O Ministério da Saúde lançou uma ação inédita para ampliar o número de doadores em todo o país e fortalecer as campanhas de sensibilização da sociedade. Em Alagoas, entre janeiro e setembro deste ano, o Estado contabilizou 119 transplantes, sendo cinco de coração, 15 de fígado, 20 de rim e 79 de córnea. Os números refletem o esforço da Central de Transplantes de Alagoas, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em conjunto com os serviços habilitados no Estado.

O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot) busca reconhecer e valorizar as equipes que atuam dentro dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores, logística do processo e a conversa com os familiares. Pela primeira vez, esses profissionais terão incentivos financeiros conforme o volume do atendimento e indicadores de desempenho, incluindo o aumento das doações.

A iniciativa integra um conjunto de medidas que somam investimento de R$ 20 milhões por ano para fortalecer o Sistema Nacional de Transplantes. A maior parte, R$ 13 milhões para a inclusão de novos procedimentos, como transplantes de membrana amniótica, para casos graves de queimadura, e o transplante multivisceral, para falência intestinal. Os outros R$ 7,4 milhões são para o Prodot, cujo objetivo é aumentar o percentual de doação das famílias no país.

Atualmente, em Alagoas, 562 pessoas aguardam por um transplante de córnea, além de três pessoas estarem na fila por um fígado, quatro por um coração e 24 por um rim. A lista de espera é única, organizada por Estado ou região, é monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após autorização familiar. Dessa maneira, se a família não autorizar a doação, os órgãos não serão retirados e a oportunidade da realização dos transplantes, tirando pessoas das listas e devolvendo a vida ou a qualidade de vida, será perdida.

O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, destacou a importância da doação e do fortalecimento das políticas públicas voltadas ao tema. “A doação de órgãos é um ato de solidariedade que transforma vidas. Em Alagoas, temos avançado com a estruturação dos serviços e na conscientização da população sobre a importância de comunicar à família o desejo de ser doador”, afirmou..

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