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Inclusão na prática: equipe de enfermagem do HRPI promove acolhimento diferenciado a paciente com TEA

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Repórter: Cláudia Valéria / Ascom HRPI
Repórter Fotográfica: Cláudia Valéria / Ascom HRPI

Cuidado que vai além da técnica reafirma o empenho dos profissionais do HRPI na assistência da população

Emilly Araújo, de 18 anos, sofreu uma queda da própria altura na última segunda-feira (26), resultando em uma fratura nos ossos do pé. Após atendimento inicial na UPA do Jacintinho, em Maceió, a jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte, foi transferida para o Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), onde passa por exames e recebe assistência diferenciada da equipe de enfermagem.

Embora a condição possa apresentar desafios em atividades cotidianas, como a alimentação, a equipe multidisciplinar do HRPI adaptou o atendimento com paciência e empatia. O cuidado humanizado garantiu que as particularidades da paciente fossem respeitadas em cada etapa da assistência.

“Realidades diferentes exigem olhares atentos e sensíveis, aliados à adaptação do atendimento. O paciente com TEA precisa de agilidade dentro de sua classificação de risco, porque ambientes movimentados podem gerar desconforto ou recusa ao atendimento”, explicou a enfermeira do setor, Lysia Moura.

Em uma enfermaria, cada paciente tem características próprias e necessidades singulares. Com esse olhar, a equipe conduziu todo o atendimento de Emilly com carinho, atenção e respeito, garantindo que ela se sentisse acolhida e segura durante todo o processo. 

Para a jovem e sua família, o cuidado transmite segurança e é determinante para a recuperação. A mãe de Emilly, Quitéria Maria, destacou a importância do acolhimento com paciência e do amor demonstrado pelos profissionais de saúde.

“É emocionante ver a equipe se colocar no lugar da minha filha, respeitar seus limites e se adaptar. Esse tipo de cuidado não se aprende só na técnica; se aprende na capacidade de amar”.

A paciente agora permanece no HRPI, onde passará por cirurgia para a correção da fratura. O caso dela reforça que, na unidade, o atendimento vai muito além de procedimentos médicos. Ele envolve olhar, escutar e acolher cada pessoa com dignidade, mostrando que humanização, empatia e atenção individualizada são pilares essenciais de um cuidado de qualidade, capaz de respeitar a singularidade de cada paciente.

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