Repórter: Arnaldo Santtos / Ascom Samu
Repórter Fotográfico: Arnaldo Santtos / Ascom Samu

A máxima de que a “saúde começa pela boca” ganhou ainda mais relevância durante a capacitação promovida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas, que reuniu profissionais para discutir boas práticas na manipulação de alimentos. A iniciativa, realizada em dois dias, no auditório do Núcleo de Educação Permanente (NEP) da Central Maceió, foi conduzida pela nutricionista Amanda Dâmaso, e teve como objetivo orientar sobre a importância de adotar uma postura mais racional em relação à alimentação, tanto no ambiente de trabalho quanto em casa, privilegiando alimentos naturais em detrimento dos industrializados.
Durante a apresentação, a nutricionista destacou que as boas práticas não são apenas regras a serem seguidas, mas representam o padrão de qualidade que deve permear todas as etapas do processo, desde o recebimento das refeições até a distribuição aos profissionais. “Cada grau de temperatura monitorado é um passo a mais na segurança alimentar”, enfatizou Amanda, ressaltando a importância do controle rigoroso da temperatura dos alimentos, que devem ser mantidos acima de 60°C para evitar a proliferação de bactérias na chamada “zona de perigo”, entre 5°C e 60°C.
Os Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s) apresentados durante a palestra abrangem desde a higienização correta das mãos – com passo a passo detalhado que inclui a esfregação de palmas, dorsos, polegares, unhas e antebraços – até o monitoramento da temperatura das refeições. A nutricionista alertou para erros comuns como o uso de adornos (anéis e alianças) durante a manipulação, unhas compridas ou com esmalte, e a falta de higienização das mãos ao trocar de atividade. “Onde termina a produção, começa a nossa responsabilidade. Segurança em cada etapa da distribuição”, completou a especialista.
Alimentação racional: escolhas que fazem a diferença
Um dos pontos discutidos da capacitação foi orientar os profissionais a desenvolverem uma postura mais racional quanto às escolhas alimentares, tanto no ambiente institucional quanto em suas residências. A proposta é incentivar o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, reduzindo a presença de industrializados que, em geral, contêm excesso de sódio, açúcares e gorduras prejudiciais à saúde. A abordagem vai além da simples manipulação segura, alcançando a dimensão da qualidade nutricional dos alimentos oferecidos e consumidos.
O coordenador geral do Samu de Alagoas, médico Mac Douglas de Oliveira Lima, destacou sobre a importância da alimentação adequada. “A saúde começa pela boca. Todas as pessoas deveriam se preocupar com uma alimentação adequada, rica em nutrientes naturais. Não adianta todo o esforço do atendimento de urgência se não cuidarmos da nossa própria saúde e daqueles que atendemos através de uma alimentação de qualidade”, destacou o coordenador.
A engenheira química Andreza Pereira de Souza Barros, que também participou da capacitação, elogiou a iniciativa e ressaltou o caráter preventivo do treinamento. “A capacitação sobre boas práticas e manipulação de alimentos foi indispensável, pois nos mostrou a medida preventiva, educativa e estratégica para a manutenção da qualidade sanitária e da segurança alimentar no ambiente institucional. Foi uma excelente palestra”, declarou.
A importância da medição da temperatura dos alimentos também foi explicada durante a palestra, além de os registros que devem ser imediatamente anotados em planilha específica, permitindo ações corretivas rápidas caso os alimentos não atinjam a temperatura mínima de segurança. “Mantenha o quente, quente, e o frio, frio”, reforçou Amanda, sintetizando a regra de ouro da segurança alimentar.
A capacitação promovida pelo Samu de Alagoas serviu para a conscientização sobre a importância da alimentação segura e de qualidade. Ao integrar conceitos de boas práticas de manipulação com uma abordagem mais racional sobre as escolhas alimentares, a iniciativa contribuiu não apenas para a segurança sanitária no ambiente institucional, mas também para a promoção da saúde dos profissionais. Afinal, como bem lembrou a nutricionista durante sua apresentação, “qualidade é fazer certo quando ninguém está olhando”, salientou.


