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Especialistas do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão alertam que apesar de pouco conhecido o vírus HTLV é grave

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Foto: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

O vírus HTLV é transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê

Pouco conhecido pela população, o HTLV pode permanecer silencioso no organismo por anos e, em alguns casos, provocar doenças graves. O vírus, que infecta células do sistema imunológico, é transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê, sobretudo durante a amamentação. Por isso, informação, prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar novas infecções e reduzir o risco de complicações.

O HTLV, sigla para Vírus Linfotrópico de Células T Humanas, pertence à família dos retrovírus, a mesma do HIV, mas possui características próprias e menor nível de conhecimento entre a população. Estima-se que milhões de pessoas estejam infectadas no mundo, muitas delas sem saber, já que o vírus pode permanecer no organismo por décadas sem provocar sintomas aparentes. Mesmo assim, a pessoa infectada pode transmitir o vírus e, em uma parcela dos casos, desenvolver doenças associadas ao longo da vida.

Entre as principais enfermidades relacionadas ao HTLV estão a mielopatia associada ao HTLV. Ela é uma doença neurológica que pode causar fraqueza e dificuldade para caminhar, além da leucemia/linfoma de células T do adulto, um tipo raro de câncer que afeta o sistema imunológico. De acordo com a biomédica do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, Kênia Oliveira, o diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos que detectam a presença do vírus no sangue. 

“A identificação do HTLV ocorre por meio de testes sorológicos que detectam anticorpos contra o vírus. Em alguns casos, também podem ser solicitados exames confirmatórios mais específicos. Como muitas pessoas não apresentam sintomas, a testagem é fundamental para confirmar a infecção e iniciar o acompanhamento adequado”, explica a biomédica.

A biomédica do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, Kênia Oliveira, o diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos que detectam a presença do vírus no sangue

O teste pode ser realizado a partir de uma simples coleta de sangue e costuma ser indicado em situações como investigação clínica, triagem de doadores de sangue e durante o pré-natal. Isso porque a identificação da infecção na gestação permite adotar medidas para reduzir o risco de transmissão para o bebê.

A médica da unidade, Maíra Mota, destaca que, embora ainda não exista cura para o HTLV, o acompanhamento médico é essencial para monitorar a saúde do paciente e tratar possíveis complicações. “Não há um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo, mas é possível controlar sintomas, tratar as doenças associadas e acompanhar o paciente ao longo do tempo. Quando o diagnóstico ocorre de forma precoce, conseguimos orientar melhor a pessoa infectada e contribuir para uma melhor qualidade de vida”, ressalta a médica.

A médica da unidade, Maíra Mota, destaca que, embora ainda não exista cura para o HTLV, o acompanhamento médico é essencial para monitorar a saúde do paciente e tratar possíveis complicações

Prevenção
A prevenção continua sendo a principal forma de enfrentamento da infecção. O uso de preservativos em todas as relações sexuais, a realização de exames durante o pré-natal, a não utilização compartilhada de seringas ou objetos perfurocortantes e a testagem sempre que houver indicação médica são medidas importantes para evitar a transmissão.

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