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Cirurgia de alta complexidade no Hospital Metropolitano trata paciente com suspeita de câncer de tireoide

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Repórter: Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL
Fotos: Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano de AL

Procedimento exige avaliação detalhada, equipe multidisciplinar e acompanhamento contínuo no pós-operatório

O Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, executou mais um procedimento de alta complexidade na área de cabeça e pescoço. Desta vez, a equipe acompanhou uma tireoidectomia total – cirurgia para retirada completa da glândula tireoide – em uma paciente com suspeita de câncer.

De acordo com a cirurgiã de cabeça e pescoço, Ana Carolina Pastl, o caso exigiu atenção redobrada desde o início. “Além da suspeita de malignidade, a paciente apresentava uma tireoide aumentada, o que torna o procedimento ainda mais delicado”, explica.

Antes da cirurgia, é essencial uma avaliação criteriosa do quadro clínico. Exames laboratoriais, cardiológicos e de imagem ajudam a analisar a função da tireoide e a natureza dos nódulos, orientando a conduta médica.

Já no centro cirúrgico, o trabalho integrado da equipe é fundamental. O anestesista tem papel importante no manejo da via aérea e na segurança do paciente durante todo o procedimento, permitindo que a cirurgia seja feita com precisão.

Após a retirada da glândula, o cuidado continua. A paciente permanece internada por um a dois dias para observação e recebe alta com orientações específicas para o pós-operatório. O retorno ambulatorial acontece entre uma e duas semanas.

A cirurgiã de cabeça e pescoço, Ana Carolina Pastl, salienta que o caso exigiu atenção redobrada desde o início, porque havia suspeita de malignidade

Um dos pontos mais importantes do acompanhamento é o resultado do exame anatomopatológico, que confirma se a lesão é benigna ou maligna. Essa avaliação costuma ser feita entre 30 e 60 dias após a cirurgia.

Com a retirada da tireoide, o organismo deixa de produzir hormônios essenciais, tornando necessária a reposição por meio de medicação. “O paciente passa a fazer uso contínuo de levotiroxina, com acompanhamento regular para ajuste da dose”, destaca a especialista.

Além disso, cuidados com a cicatriz e o acompanhamento com cirurgião de cabeça e pescoço ou endocrinologista fazem parte da recuperação, garantindo mais qualidade de vida ao paciente.

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