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Hospital de Emergência do Agreste inicia ciclo de oficinas para preceptores e tutores dos programas de residência em saúde

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Repórter: Tony Medeiros / Ascom HEA
Repórter Fotográfico: Tony Medeiros / Ascom HEA

A primeira oficina do projeto Formação Pedagógica de Tutores e Preceptores: Integrando Razão e Emoção reuniu profissionais das residências em saúde do Hospital de Emergência do Agreste para discutir o acolhimento como parte essencial do processo formativo.

O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, realizou a primeira oficina do projeto “Formação Pedagógica de Tutores e Preceptores: Integrando Razão e Emoção”, voltada ao tema acolhimento. A atividade ocorreu no auditório da própria instituição hospitalar e integra um ciclo de quatro encontros formativos destinados a tutores e preceptores dos programas de residência em saúde.

A iniciativa é conduzida pela assistente social Thaysa Magalhães e pelas enfermeiras Camila Ferro e Joelma Araújo. A iniciativa tem a parceria do Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

O projeto nasceu como intervenção vinculada à especialização em preceptoria no SUS realizada pelas profissionais, após aprovação em processo seletivo. A proposta busca qualificar o papel pedagógico de tutores e preceptores que acompanham residentes no cotidiano da assistência.

A coordenadora da Comissão de Residências Multiprofissional e Uniprofissional (Coremu) do HEA, Thaysa Magalhães, explica que a formação foi pensada a partir das demandas observadas após a implantação dos programas de residências em saúde na instituição.  Segundo ela, o objetivo central do projeto é aproximar os profissionais responsáveis pela formação, criando espaços estruturados de diálogo e troca de experiências.

“O propósito é promover a aproximação entre tutores e preceptores, criando um espaço de diálogo, troca e construção conjunta. Desta forma, evitamos que esses profissionais atuem de maneira isolada, fragmentando os processos de aprendizagem”, destacou.

Conduzida por Thaysa Magalhães, Camila Ferro e Joelma Araújo, o ciclo de oficinas começou apresentando metodologias ativas e promoveu reflexões sobre a dimensão emocional no ensino em saúde, com apoio do PROADI-SUS e parceria do Hospital Sírio-Libanês.



Metodologias ativas e dimensão emocional da formação
Durante a oficina foram utilizadas metodologias ativas de ensino, com destaque para a ferramenta denominada viagem educacional, que estimula reflexões sobre experiências pessoais, emoções e relações no ambiente de trabalho.

Para Thaysa Magalhães, a estratégia contribui para ampliar a compreensão sobre a importância do processo formativo em saúde, buscando sensibilizar os profissionais sobre o papel de cada um na formação dos residentes. “A formação não se dá apenas pelo domínio técnico. Ela também envolve afetos, vínculos e a forma como os profissionais acolhem e se relacionam com quem está em processo de aprendizagem”, explicou.

A enfermeira Camila Ferro, tutora da residência multiprofissional, ressalta que o projeto busca oferecer mais segurança pedagógica aos profissionais que atuam na preceptoria. “Esperamos fortalecer a formação pedagógica de tutores e preceptores, despertando reflexões e oferecendo ferramentas que contribuam para conduzir o processo formativo com mais sensibilidade, intencionalidade e segurança”, afirmou.

O psicólogo e coordenador do setor de psicologia do hospital, Wagner Silva, avaliou que a oficina ampliou o repertório pedagógico dos profissionais envolvidos na formação dos residentes .“A atividade possibilitou reflexões importantes sobre o acolhimento em diferentes dimensões — pessoal, profissional e no acompanhamento dos residentes durante sua trajetória formativa”, pontuou.

A atividade, realizada no auditório do Hospital de Emergência do Agreste, marcou o início de um ciclo de encontros que busca qualificar a atuação pedagógica de tutores e preceptores envolvidos na formação de residentes e contou também com a participação da diretora-geral, a fonoaudióloga Bárbara Albuquerque

Apoio institucional
A diretora-geral do Hospital de Emergência do Agreste, Bárbara Albuquerque, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento dos programas de residências em saúde e para a qualificação do ensino dentro da instituição hospitalar. 

“A formação de tutores e preceptores impacta diretamente a qualidade da formação dos residentes e, consequentemente, a assistência prestada à população. Investir nesses profissionais é investir no futuro do SUS e na consolidação de práticas mais humanas e qualificadas dentro do hospital”, afirmou.O ciclo de oficinas segue com a realização dos próximos encontros, que irão aprofundar temas relacionados à prática pedagógica, comunicação e construção de ambientes de aprendizagem mais integrados no contexto da assistência em saúde.

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