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Sesau orienta sobre as medidas de prevenção contra a Meningite

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Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Repórteres Fotográficos: Carla Cleto e Olival Santos / Ascom Sesau

A meningite é uma doença potencialmente grave, causada principalmente por agentes infecciosos, como bactérias, vírus, fungos e parasitas_FOTO_Carla Cleto 

Nesta sexta-feira (24), Dia Mundial de Luta Contra às Meningites, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) chama a atenção da população para as medidas preventivas contra a doença, que pode causar sérias sequelas e até levar à morte se não tratada adequadamente. Além de vacina para preveni-la, o Sistema único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento gratuito para toda população.

A meningite, conforme a enfermeira da Sesau, Cyndi Romão, é uma doença potencialmente grave, caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. “Ela é causada principalmente por agentes infecciosos, como bactérias, vírus, fungos e parasitas, sendo a meningite bacteriana aguda a forma mais grave, podendo evoluir rapidamente para óbito em menos de 24 horas e causar sequelas permanentes em cerca de 20% dos sobreviventes, incluindo deficiência auditiva, neurológica e cognitiva”, informa.

A enfermeira Cyndi Romão explica que ossintomas da meningite são febre, cefaleia intensa, vômitos, rigidez na nuca, sinais de irritação meníngea e até convulsões, além de além de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele
_FOTO_Olival Santos 

Cyndi Romão explica que o modo de transmissão de meningites bacterianas pode ser direta de pessoa a pessoa por secreções respiratórias, por contato com indivíduos sintomáticos ou portadores assintomáticos. Já as meningites virais podem ser passadas principalmente via fecal-oral (enterovírus) e também pode ocorrer transmissão respiratória. As meningites fúngicas e parasitárias são transmitidas por inalação de agentes presentes no ambiente, especialmente fungos.

“Alguns dos sintomas da meningite são febre, cefaleia intensa, vômitos, rigidez na nuca, sinais de irritação meníngea e até convulsões. O sinal de alerta acontece quando há o rebaixamento do nível de consciência, convulsões, sinais de sepse com hipotensão e extremidades frias, além de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais, como testes moleculares (qPCR) realizados no SUS. Após observar sintomas da meningite é imprescindível levar o paciente para uma emergência médica para avaliação e iniciar o tratamento”, explica Cyndi Romão.

O diagnóstico da meningite se baseia em critérios clínicos e laboratoriais, como testes moleculares (qPCR) realizados no SUS
_FOTO_Carla Cleto

Vacinação

A imunização contra a meningite é a principal estratégia de prevenção, disponível no SUS por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI):

– Meningocócica C (conjugada): 3 e 5 meses

– Meningocócica ACWY (conjugada): reforço aos 12 meses + adolescentes (11 a 14 anos)

– Pneumocócica 10-valente: 2 e 4 meses + reforço aos 12 meses

– Pentavalente (DTP/HB/Hib): 2, 4 e 6 meses

– BCG: ao nascer (proteção contra formas graves de tuberculose)

Como forma de prevenção da Meningite, o SUS disponibiliza cinco imunizantes, que são a principal estratégia de prevenção, disponível nos 102 municípios alagoanos
_FOTO_Carla Cleto

Casos em Alagoas

Dados do Ministério da Saúde apontam que Alagoas registrou no período de janeiro a dezembro de 2025, um total de 106 casos de meningite, considerando todas as etiologias, com 31 óbitos. Ao analisar o primeiro trimestre, verifica-se que entre janeiro e março de 2025 ocorreram 20 casos e sete óbitos, enquanto no mesmo período de 2026 foram registrados 23 casos e três óbitos.

Os números indicam um discreto aumento no número de casos no início de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. Porém, houve uma redução no número absoluto de óbitos, sugerindo, felizmente, uma diminuição da letalidade no período mais recente.

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