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Nutricionista do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão faz alerta no Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Repórter Fotográfico: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Muito além de uma preocupação com peso, aparência física ou alimentação, os transtornos alimentares são doenças complexas que envolvem fatores emocionais, psicológicos, comportamentais e físicos

Neste 2 de junho, data em que é celebrado o Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão chama a atenção para a importância da informação, da identificação precoce dos sinais e do acolhimento adequado às pessoas que enfrentam essas condições, consideradas um importante problema de saúde pública e que afetam milhares de pessoas em todo o mundo.

Muito além de uma preocupação com peso, aparência física ou alimentação, os transtornos alimentares são doenças complexas que envolvem fatores emocionais, psicológicos, comportamentais e físicos. Quando não diagnosticados e tratados adequadamente, podem comprometer seriamente a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida.

A alimentação está presente em diferentes aspectos da vida, incluindo a saúde, a cultura, os vínculos familiares e as relações sociais. No entanto, quando a relação com a comida passa a ser marcada por medo, culpa, compulsão, restrições excessivas ou sofrimento emocional, é necessário estar atento. Esses comportamentos podem ser sinais de um transtorno alimentar e demandam avaliação profissional.

Entre os transtornos alimentares mais conhecidos estão a anorexia nervosa, caracterizada pela restrição severa da alimentação e pelo medo intenso de ganhar peso; a bulimia nervosa, marcada por episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios inadequados; e o transtorno da compulsão alimentar periódica, que envolve episódios recorrentes de ingestão excessiva de alimentos acompanhados pela sensação de perda de controle.

Um dos principais desafios relacionados a essas doenças é que elas nem sempre apresentam sinais físicos evidentes. Muitas pessoas convivem com o sofrimento de forma silenciosa durante anos, o que dificulta o diagnóstico e aumenta os riscos de complicações clínicas e emocionais.

Entre os sinais de alerta mais frequentes estão a preocupação excessiva com o peso e a aparência física, restrições alimentares severas, medo intenso de determinados alimentos, episódios recorrentes de compulsão alimentar, isolamento durante as refeições, sentimentos de culpa após comer, prática excessiva de exercícios físicos e alterações significativas de humor e comportamento.

Segundo a nutricionista Luana Souza, a observação desses sinais é fundamental para que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível. “Os transtornos alimentares vão muito além da alimentação. Eles refletem um sofrimento emocional que impacta diretamente a saúde física e mental. Por isso, é fundamental observar mudanças de comportamento relacionadas à comida e buscar ajuda especializada o quanto antes. O tratamento precoce aumenta significativamente as chances de recuperação e reduz o risco de complicações”, destaca.

Além dos impactos emocionais, os transtornos alimentares podem provocar consequências graves para o organismo, como desnutrição, desidratação, alterações hormonais, problemas gastrointestinais, desgaste dentário, alterações cardiovasculares, enfraquecimento do sistema imunológico e desequilíbrios metabólicos que, em situações mais graves, podem colocar a vida em risco.

De acordo com a médica da unidade, Amanda Godinho, a conscientização é uma das principais ferramentas para combater o avanço dessas doenças. “Os transtornos alimentares exigem atenção e acompanhamento multiprofissional. Muitas vezes, os sintomas são silenciosos e acabam sendo percebidos apenas quando já existem repercussões importantes na saúde física e emocional do paciente. Por isso, a conscientização é fundamental para que familiares e pacientes reconheçam os sinais precocemente e procurem assistência adequada”, explica.

A nutricionista destaca que não existe uma causa única para o desenvolvimento dos transtornos alimentares. Fatores genéticos, biológicos, psicológicos, familiares, sociais e culturais podem atuar de forma conjunta. Questões como ansiedade, baixa autoestima, perfeccionismo, experiências traumáticas e a pressão por padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis também estão entre os fatores associados ao surgimento dessas doenças.

Dados de estudos nacionais e internacionais apontam um crescimento na incidência dos transtornos alimentares, especialmente entre adolescentes e adultos jovens. No entanto, essas condições podem afetar pessoas de qualquer idade, gênero ou condição social, reforçando a necessidade de ampliar o debate sobre o tema e combater os preconceitos que ainda dificultam a busca por ajuda.

A boa notícia é que os transtornos alimentares têm tratamento. O acompanhamento deve ser realizado por uma equipe multiprofissional, envolvendo médicos, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais de saúde, além do apoio familiar, considerado um dos pilares mais importantes para a recuperação.

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