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Pancadas na cabeça devem sempre ser observadas com o máximo de atenção, alerta especialista do HGE

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Repórter: Neide Brandão
Repórter Fotográfica: Carla Cleto

Após qualquer tipo de trauma na cabeça, o recomendado é procurar assistência médica imediatamente

O traumatismo cranioencefálico, ou TCE como é conhecido no seguimento da saúde, é uma lesão no crânio que, geralmente, é provocada por uma pancada forte na cabeça, segundo o médico Álvaro Bulhões, cirurgião do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. De acordo com o especialista, a pessoa que sofre uma pancada na região, deve ser observada, porque o cérebro pode ser atingido, ocasionando sangramento e coágulos.

Por isso, Álvaro Bulhões orienta que após uma pancada na cabeça, é necessário verificar se a vítima passou a ter sangramento no couro cabeludo, ouvido ou rosto, além de desmaio, perda de memória, alteração na visão e olhos arroxeados. Entretanto, geralmente os sintomas que apontam para gravidade em traumas na região, são dor de cabeça, perda de consciência, vômitos e convulsões, sendo necessário procurar assistência médica imediatamente.

“O tratamento deve ser feito o quanto antes, pois quanto mais precoce forem realizados os procedimentos médicos, maiores as chances de cura e menores os riscos de sequelas, como perda dos movimentos das pernas, dificuldade de falar ou de enxergar”, pontua o cirurgião do maior hospital público de Alagoas.

O TCE pode ser causado por acidentes de carro, quedas graves e, até mesmo, devido a acidentes durante a prática de esportes. “É um evento traumático muito comum nas unidades de urgências e emergências, sendo associado a qualquer tipo de trauma, desde um acidente simples a um politraumatismo grave”, salienta Álvaro Bulhões, explicando que a região cefálica é composta por pele, vasos, músculos e ossos que recobrem o encéfalo.

Álvaro Bulhões orientou a ficar atento a dores fortes na cabeça, perda de consciência, vômitos e convulsões

Chicote

O cirurgião do HGE chama a atenção para se evitar um movimento da cabeça, chamado de “chicote”, que pode provocar sérios danos ao cérebro. “Quanto temos uma desaceleração brusca e o pescoço faz o movimento de ir e vir, o cérebro sofre um choque dentro da caixa craniana, desencadeando alguns tipos de traumatismos cranioencefálicos. Por isso, temos que ter cuidado e evitar que isso ocorra”, alerta. 

Quando o TCE é considerado grave, segundo afirmou o especialista, além dos danos diretos, provavelmente o paciente terá danos secundários, principalmente pela falta de oxigenação no tecido, agravando ainda mais o quadro. “É preciso se preocupar sempre que se bater a cabeça. O que trará gravidade é o mecanismo ou cinemática do trauma. Por exemplo, um acidente em casa, lavando o chão escorregadio, em que a pessoa cai para trás e bate a cabeça. Neste caso, é fundamental procurar atendimento médico e ser avaliado por um profissional médico, emergencista ou cirurgião de trauma”, recomenda o médico do HGE.

Segundo Álvaro Bulhões, será o médico que irá seguir um protocolo, chamado de ATLS e, havendo necessidade, irá acionar um especialista, no caso um neurocirurgião, que avaliará a necessidade ou não de se fazer exames de imagem para um diagnóstico mais preciso. “Essas medidas fazem com que o paciente tenha uma situação de proteção e precaução para que eventos mais graves não evoluam sobre este trauma”, orienta.

O médico do HGE ainda recomenda a observar, em casos de pancadas na cabeça, dores fortes na região, perda de consciência, vômitos e convulsões. “É necessário procurar ajuda profissional e levar para atendimento médico, imediatamente. Trauma na cabeça não é besteira, é preciso ter cuidado, principalmente nos extremos de idades, as crianças e os idosos”, enfatiza Álvaro Bulhões.

Orientação
Também médico, o secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, reforça as orientações do cirurgião do HGE, Álvaro Bulhões. “Em caso de pancadas na cabeça, principalmente de crianças e idosos, não se deve negligenciar e, no caso de sonolência, vômitos e convulsões, especificamente, é imprescindível procurar uma unidade de saúde”, sentencia o gestor da saúde estadual.

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