Repórter: Arnaldo Santtos
Repórter Fotográfico: Arnaldo Santtos

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) iniciou, nesta quinta-feira (14), o estágio em urgência e emergência pré-hospitalar para 50 acadêmicos de medicina e duas residentes de enfermagem. Os estágios foram celebrados por meio de convênio entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o Centro Universitário Cesmac e a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
As aulas serão ministradas na Sala Invertida do Campus I do Centro Universitário Cesmac, na rua Cônego Machado, no bairro do Farol, em Maceió. O estágio, que faz parte da grade curricular obrigatória dos acadêmicos, conta com aulas teóricas e práticas, e irão ocorrer no período de três meses, num total de 160 horas semanais.
Os futuros médicos e enfermeiras residentes também irão participar de plantões, seja na sede do Samu – no setor de Regulação Médica –, ou com as equipes das ambulâncias. “No estágio curricular, os acadêmicos de medicina e as enfermeiras residentes terão uma excelente oportunidade de vivenciar e conhecer o atendimento pré-hospitalar móvel, o que é muito importante para a carreira que escolheram para atuar “, salientou o coordenador da Central Maceió do Samu, médico Jhonat Silva.
“Hoje, repassamos as primeiras informações de como funciona o nosso serviço de atendimento de urgência e emergência pré-hospitalar, que são fundamentais para que um profissional possa atuar de forma ética e com responsabilidade, quando formados”, ressaltou o coordenador médico do Samu Maceió, Kesley Garcia Oliveira.
Portaria 2048/2002
Nas primeiras aulas, os acadêmicos e as duas residentes terão acesso às informações relativas à Portaria 2048/2002, que é a base de todas as ações dos profissionais que vão atuar nas urgências e emergências. A portaria traz as diretrizes que estabelecem os princípios dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. Eles terão, também, aulas sobre Regulação Médica, desde o início da ligação telefônica até a liberação de uma viatura. Isso porque, dependendo da ocorrência, pode ser liberada para a prestação do atendimento equipes de motolância, da Unidade de Suporte Básico (USB), do Suporte Avançado (USA_UTI Móvel) e até do Serviço Aeromédico.
No primeiro dia de aula os acadêmicos e as duas residentes tiveram acesso à normatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Eles também conheceram a rede de Urgência e Emergência, que inclui o Hospital Geral do Estado (HGE), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), além do Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), que são instituições que dão apoio ao Samu.
Os acadêmicos tiveram, ainda, informações sobre assistência em saúde e os procedimentos administrativos que deverão ser adotados durante todo processo do estágio – trocas de plantão, critérios para notas, frequência e preenchimento de documentos, especialmente, os relatórios de plantões.
Desafiador
Para a acadêmica do 10º período, Lícia Lins Santos, o estágio do Samu, além de ser um dos mais aguardados, será um dos mais desafiadores, por lidar diretamente com a vida em seu momento mais crítico. “Por tudo isso, tenho certeza que será um momento desafiador para todos nós que passaremos três meses em contato direto com o Samu”, frisou.
O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, destacou a importância da oferta de estágio curricular por parte do Samu. Isso porque, segundo ele, os conhecimentos em assistência pré-hospitalar disponibilizados pelo órgão fazem a diferença na vida de todos os profissionais da saúde, especificamente dos médicos e enfermeiros.
“Minha trajetória na Sesau foi iniciada atuando no Samu, que possui uma dinâmica especial. Apesar de ser um serviço de saúde, ele se difere dos demais porque vai em busca do usuário, chegando ao local onde o problema de saúde ocorreu. Além disso, é um serviço que exige do profissional atenção, equilíbrio e agilidade, muitas vezes em condições adversas, porque os usuário que precisam de socorro geralmente estão em locais de difícil acesso, onde a capacidade técnica sempre é colocada em teste”, salientou Gustavo Pontes de Miranda.


